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Paris e Londres querem liberar ativos líbios congelados

Paris e Londres querem liberar ativos líbios congelados

Atualizado: Quarta-feira, 24 Agosto de 2011 as 10:22

Os governos da França e da Grã-Bretanha afirmaram nesta quarta-feira que integram um esforço internacional para obter a liberação dos recursos financeiros bloqueados da Líbia para os rebeldes, no processo de transição para um governo democrático.

A França destacou que buscará na ONU uma resolução para que o Conselho Nacional de Transição (CNT) possa dispor dos recursos bloqueados pelo Conselho de Segurança como parte das medidas pressão contra o regime de Muamar Kadafi. "O CNT deve poder dispor dos recursos financeiros que foram bloqueados pelas resoluções de sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Trabalhamos atualmente com este objetivo em Nova York, em estreita colaboração com nossos sócios", declarou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Bernard Valero.

Em Londres, o secretário do Foreign Office, William Hague, afirmou que a Grã-Bretanha também participa nos esforços para ajudar os rebeldes na transição. "Diplomaticamente, estamos comprometidos nas Nações Unidas e outras partes para abrir o caminho para o desbloqueio dos ativos", declarou Hague.

Líbia: da guerra entre Kadafi e rebeldes à batalha por Trípoli

Motivados pelos protestos que derrubaram os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em fevereiro para contestar o coronel Muammar Kadafi, no comando desde a revolução de 1969. Rapidamente, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas de leste a oeste.

A violência dos confrontos gerou reação do Conselho de Segurança da ONU, que, após uma série de medidas simbólicas, aprovou uma polêmica intervenção internacional, atualmente liderada pela Otan, em nome da proteção dos civis. No dia 20 de julho, após quase sete meses de combates, bombardeios, avanços e recuos, os rebeldes iniciaram a tomada de Trípoli, colocando Kadafi, seu governo e sua era em xeque.      

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