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Parlamento do Nepal não elege primeiro-ministro em primeira votação

Parlamento do Nepal não elege primeiro-ministro em primeira votação

Atualizado: Quarta-feira, 21 Julho de 2010 as 4:20

Nenhum dos três candidatos que disputam o cargo de primeiro-ministro do Nepal conseguiu nesta quarta-feira apoio suficiente do Parlamento do país em primeira votação, após horas de reuniões entre os partidos do país.

O Legislativo se reunirá de novo na sexta-feira para uma nova votação, disse hoje o presidente do Parlamento nepalês, Subash Chandra Nembang.

Os candidatos ao cargo eram o presidente do Partido Maoísta, Pushpa Kamal Dahal (conhecido como 'Prachanda'); o vice-presidente do Partido do Congresso nepalês (NC), Ram Chandra Poudel; e o presidente do Partido Marxista-Leninista, Jhala Nath Khanal.

Agora, apenas Dahal e Poudel continuam na disputa, já que Khanal decidiu hoje deixar a corrida pela chefia de governo ao constatar que não teria o apoio de outros partidos.

O anúncio da desistência foi feito pelo primeiro-ministro nepalês, Madhav Kumar Nepal, que é do mesmo partido de Khanal.

A votação será repetida até que algum dos candidatos consiga a maioria absoluta (300) dos votos sobre as 599 cadeiras ocupadas atualmente das 601 da Assembleia nepalesa.

Nenhum partido tem maioria parlamentar. Os maoístas têm 238 cadeiras; o NC, 114; e os marxistas-leninistas, 109.

Hoje, o maoísta Prachanda recebeu 242 votos a favor e 114 contra, enquanto 236 deputados --a maioria, marxista-leninistas e representantes da minoria madheshi-- se abstiveram.

Poudel obteve 124 votos favoráveis e 235 contrários, com 228 abstenções. Embora o Partido Maoísta, o mais votado nas eleições de abril de 2008, seja o mais próximo de alcançar a maioria necessária para o posto de primeiro-ministro, ainda carece de aliados suficientes.

O primeiro-ministro Kumar Nepal renunciou no mês passado para obter dos maoístas o apoio a uma prorrogação de um ano do mandato da Assembleia. O órgão é encarregado de redigir a futura Constituição do Nepal, segundo o acordo de paz assinado em 2006 entre a então guerrilha maoísta e o governo.

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