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Parlamento grego dá voto de confiança a premiê Papandreou

Parlamento grego dá voto de confiança a premiê Papandreou

Atualizado: Quarta-feira, 22 Junho de 2011 as 8:46

Numa votação crucial e esperada com ansiedade pela comunidade internacional, o Parlamento da Grécia concedeu nesta terça-feira um voto de confiança ao premiê George Papandreou, abrindo caminho para o recebimento de mais uma parcela do pacote de ajuda da União Europeia e do FMI no valor de € 12 bilhões (cerca de R$ 27 bilhões).

A aprovação dos parlamentares ao novo gabinete anunciado por Papandreu na semana passada era o primeiro passo rumo a esta parcela do pacote de resgate.

A segunda difícil missão do governo será convencer a oposição e até mesmo integrantes da própria base governista a implementar medidas de austeridade ainda mais duras, incluindo cortes de benefícios, demissões de funcionários públicos e privatizações, estimados em € 28 bilhões (cerca de R$ 64 bilhões).

Caso os novos cortes orçamentários sejam rejeitados na próxima semana, a UE ameaça não liberar esta que é a quinta parcela do pacote de € 110 bilhões (cerca de R$ 252 bilhões).

Em expectativa ao voto, milhares de jovens do movimento dos "indignados" foram às ruas manifestar sua rejeição aos progressivos cortes implementados pelo governo em troca do resgate financeiro da UE e do FMI (Fundo Monetário Internacional).

A polícia esteve em alerta durante todo o dia para garantir a segurança dos 300 deputados dos cinco partidos e parlamentares independentes que foram convocados para votar a moção.

Na terceira greve geral de 24 horas em uma semana o número de feridos supera 40. Os "indignados" que permanecem há mais de um mês na praça ateniense de Sintagma convocaram a população a emitir "um voto de desconfiança" a Papandreou.

As manifestações começaram desde cedo no plenário com dezenas de empregados de uma empresa estatal pedindo a reincorporação aos postos de trabalho e outros que temem perdê-lo diante da previsão de privatização da empresa.

O porta-voz dos manifestantes, Stathis Anestis, declarou à imprensa que a "Grécia está sendo utilizada pela União Europeia como porquinho-da-índia para implementar medidas antipopulares".

"NÃO HÁ PLANO B"

Mais cedo, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, insistiu que "não há alternativa" nem "plano B" caso o Parlamento grego rejeite o plano de ajustes e privatizações.

Barroso considerou "crucial" que o novo governo formado por Papandreou recebesse o voto de confiança parlamentar e propôs facilitar o acesso da Grécia a fundos comunitários para incentivar o crescimento econômico do país e ajudá-lo a lutar contra o desemprego.

Ele deve apresentar a ideia aos líderes do bloco europeu na reunião que realizarão na quinta e na sexta-feira em Bruxelas.

"A Grécia tem potencial para recorrer a uma quantidade significativa de fundos europeus dentro da política de coesão", explicou.

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