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Parlamento italiano recebe mais 300 páginas sobre caso Ruby

Parlamento italiano recebe mais 300 páginas sobre caso Ruby

Atualizado: Quarta-feira, 26 Janeiro de 2011 as 1:40

A Promotoria de Milão enviou ao Parlamento italiano cerca de 300 novas páginas de documentos pertencentes ao caso Ruby, que investiga o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, por suposta incitação à prostituição de menores e concussão.

Em comunicado de imprensa divulgado nesta quarta-feira, a Câmara dos Deputados informou sobre o novo pacote enviado pela Promotoria de Milão com documentos pertencentes à investigação sobre o caso da jovem marroquina, que quando era menor de idade compareceu a festas privadas do político.

A Câmara dos Deputados explica em sua nota que esta nova documentação se soma às 389 folhas de documentos recebidas em 14 de janeiro, com os quais a procuradoria de Milão justifica suas suspeitas que "um relevante número de jovens se prostituíram com Silvio Berlusconi em sua residência, em troca do pagamento de dinheiro do primeiro-ministro".

A hipótese de crime de concussão (coerção exercida por funcionário público) está centrada no telefonema feito por Berlusconi em 27 de maio para uma delegacia determinando que libertassem Ruby R., que tinha então 17 anos e à qual conhecia supostamente por tê-la convidado a alguns jantares em sua residência de Arcore, nos arredores de Milão.

"Segundo as acusações, com o objetivo de ocultar que havia sido cliente de uma prostituta menor de idade em inúmeros fins-de-semana em Arcore, assegurar a impunidade por este crime e evitar que fossem divulgados os segredos das festas de sua residência de Brianza", Berlusconi abusou do poder conferido por seu cargo de primeiro-ministro, afirma o jornal "Corriere della Sera".

O chefe do Executivo "pode ter abusado de sua qualidade de primeiro-ministro para induzir os funcionários da delegacia de Milão a entregar indevidamente a marroquina Karima 'Ruby' El Mahroug, então com 17 anos e foragida de um centro para menores, à conselheira regional Nicole Minetti", prossegue o jornal.

Segundo o "Corriere", o crime de concussão implica em penas na Itália de entre quatro e 12 anos de prisão, enquanto o agravante de prostituição de menores de idade acarreta entre seis meses e três anos de detenção.    

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