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Partido de Putin perde apoio, mas mantém maioria no Parlamento

Partido de Putin perde apoio, mas mantém maioria no Parlamento

Atualizado: Segunda-feira, 5 Dezembro de 2011 as 10:40

O partido governista da Rússia , do primeiro-ministro Vladimir Putin, conseguiu uma maioria bastante reduzida no Parlamento nesta segunda-feira (5), depois de uma eleição que demonstrou o crescente desgaste do líder que manteve o poder durante mais de uma década e tem planos para retornar à Presidência no próximo ano.

O partido Rússia Unida obteve 49,5% dos votos no domingo, em comparação aos 64% quatro anos atrás, mas o resultado foi suficiente para garantir 238 dos 450 assentos na Duma, a câmara baixa do Parlamento, segundo resultados quase 100% apurados.

O partido recebeu quase um terço de votos a menos do que em 2007 e ficou muito atrás dos 315 assentos que obteve na última eleição da câmara baixa, no pior revés eleitoral para Putin desde que assumiu o poder em 1999.

Funcionários da comissão eleitoral retiram votos de urna na Rússia (Foto: Sergei Grits/AP) Membros da oposição disseram que até mesmo esse resultado foi fraudado. O Partido Comunista, que deve cumprir sua meta e aumentar sua representação de 57 para 92 assentos, afirmou que a eleição foi a mais suja desde o fim da União Soviética, em 1991.

Apesar de ser provável a vitória de Putin nas eleições presidenciais em março do próximo ano, o resultado de domingo poderia abalar a autoridade do líder que governa com base em uma mistura de duras políticas de segurança, sagacidade política e cultivo de imagem. No mês passado ele foi vaiado durante um evento de artes marciais.

"Muitos russos votaram contra o sistema e Putin é o líder desse sistema", disse Stanislav Kucher, comentarista da rádio Kommersant.

"Putin tem uma escolha muito difícil. Para sobreviver politicamente ele precisa fazer reformas, mas não poderá fazer reformas até que se livre de muitos dos interesses que existem dentro do círculo político (que governa a Rússia). Permanecer como ele está significa o oposto da sobrevivência política."        

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