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Pedófilo que fingiu ter 12 anos de idade é condenado a 70 anos de prisão nos EUA

Pedófilo que fingiu ter 12 anos de idade é condenado a 70 anos de prisão nos EUA

Atualizado: Quinta-feira, 9 Abril de 2009 as 12

A Justiça do Arizona condenou por pedofilia nesta terça-feira a 70,5 anos de prisão um homem que fingiu ser um garoto de 12 anos para se matricular em várias escolas do Estado.

Neil Havens Rodreick II, 31, confessou no ano passado ser culpado de sete acusações criminais. A maioria das condenações envolve pornografia infantil, mas duas foram decorrentes da farsa que ele sustentou por dois anos. Outros três homens foram condenados por terem ajudado Rodreick no plano.

Rodreick, 31, não falou na sessão em que recebeu a sentença, balançando a cabeça quando o juiz Thomas Lindberg perguntou se ele tinha algo a dizer. Lindberg disse que Rodreick era um pedófilo inveterado e que mereceria ter recebido uma condenação ainda maior.

"Acho a sua conduta atroz --essas foram escolhas que você fez consistentemente enganosamente, desonestamente, manipuladoramente", disse o juiz a Rodreick. "Acho que você representa um perigo para a comunidade; você em particular é perigoso para as crianças".

A promotora Sheila Polk disse que estava satisfeita com a sentença, observando que Rodreick provavelmente vai passar o resto de sua vida atrás das grades. ''Este caso envolveu alguns predadores sexuais perigosos e eles já estão fora das ruas de do condado de Yavapai'', disse ela.

Trama

Rodreick começou a frequentar escolas no Arizona sob disfarce em 2005. As autoridades disseram que ele se depilou e usava maquiagem para aparecer mais jovem, convencendo os professores, estudantes e administradores das escolas de que era um rapaz chamado Casey.

Ele foi capturado em Janeiro de 2007, após passar um dia na sétima série em uma escola quando funcionários de uma escola na cidade de Chino Valley suspeitaram que a certidão de nascimento e outros documentos que ele apresentou fossem falsificados. Eles pensaram no início que "Casey" poderia ser uma criança que tivesse sido raptada.

As autoridades não encontraram nenhuma vítima de abuso sexual nas escolas que Rodreick frequentou, mas encontraram uma extensa coleção de pornografia infantil em sua casa.

Rodreick enfrentou inicialmente 28 acusações, mas se confessou culpado de apenas um quarto delas: quatro por exploração sexual de um menor decorrentes da pornografia, e outras por fraude, assédio e por não ter informado às autoridades do Arizona, quando se mudou para o Estado, que já tinha sido condenado por pedofilia. O assédio envolveu uma alegação de que ele pegou nas nádegas de uma menina em uma escola em Prescott Valley.

Cúmplices

Rodreick foi preso junto a Brian J. Nellis, 36, que fingia ser seu primo, e dois homens mais velhos que agiam como se fossem seu tio e avô.

Autoridades disseram que os dois homens mais velhos conheceram Rodreick pela internet, pensando que ele era um pré-adolescente, e o levaram de Oklahoma para o Arizona onde mantiveram relações sexuais com ele.

Nellis, Stiffler e Snow foram indiciados por várias acusações, incluindo pornografia infantil e falsificação. Nellis e Snow, ambos condenados previamente por crimes sexuais, também foram acusados de não terem informado às autoridades essas condenações.

Stiffler foi condenado na terça-feira a 14 anos de prisão, e Snow recebeu uma pena de 22 anos. No mês passado, Nellis foi condenado a 51 anos de prisão sem possibilidade de liberdade condicional.

Antes de chegar ao Arizona, Rodreick havia sido condenado em Oklahoma por ter feito uma proposta obscena a um menino de seis anos, em 1996. Ele passou cerca de seis anos na prisão.

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