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Pela 1ª vez, Austrália será chefiada por uma premiê mulher

Pela 1ª vez, Austrália será chefiada por uma premiê mulher

Atualizado: Quinta-feira, 24 Junho de 2010 as 9:55

A Austrália terá pela primeira vez uma primeira-ministra mulher. Julia Gillard, nomeada na quinta-feira, prometeu encerrar a polêmica que envolve um novo imposto de mineração, retomar um esquema de créditos de carbono e convocar eleições nos próximos meses.

Seu antecessor, Kevin Rudd, protagonizou uma renúncia dramática, quando estava prestes a ser derrubado numa votação interna do seu Partido Trabalhista, menos de três anos depois da sua arrasadora vitória eleitoral de 2007.

A drástica perda de popularidade de Rudd no último ano fez o partido temer uma derrota eleitoral na eleição que deve acontecer em torno de outubro.

''Pedi aos meus colegas que fizessem a mudança de liderança porque acreditava que um bom governo estava perdendo seu rumo'', disse Gillard em entrevista coletiva.

A casa de apostas Centrebet indica que um governo trabalhista sob o comando de Gillard será favorito para derrotar nas urnas a oposição conservadora. A nova primeira-ministra, de 48 anos, tem experiência como articuladora política do governo no Parlamento.

A primeira medida dela foi prometer o fim do polêmico imposto sobre os ''superlucros'' das mineradoras, que ameaçava afetar investimentos de 20 bilhões de dólares e preocupava o eleitorado. Gillard disse que vai renegociar o assunto.

''É uma oferta genuína - a porta deste governo está aberta (...). Estou pedindo ao setor minerador que abra sua cabeça'', afirmou.

Mas ela disse que não abrirá mão de uma nova lei para a taxação de recursos, e salientou que as mineradoras terão de pagar mais. Mais tarde, no Parlamento, declarou que as próprias empresas do setor admitiram que teriam como arcar com mais impostos.

As mineradoras elogiaram o tom conciliador de Gillard e cancelaram uma milionária campanha publicitária contra o novo imposto.

''Esperamos trabalhar com o governo deste novo jeito para encontrar uma solução que seja do interesse nacional'', disse um porta-voz da BHP Billiton, maior mineradora do mundo.

As empresas, no entanto, se mantêm resolutas na redução da alíquota tributária de 40 por cento, e também pleiteiam a elevação de 6 para 12% no limite de isenção.

O dólar australiano teve uma breve alta após a mudança de governo, e as ações da BHP e da Rio Tinto subiram cerca de 2%, enquanto o resto do mercado ficou praticamente estável.

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