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Pentágono irá avaliar danos de vazamento de dados sobre Afeganistão

Pentágono irá avaliar danos de vazamento de dados sobre Afeganistão

Atualizado: Segunda-feira, 26 Julho de 2010 as 5:09

O Departamento de Defesa dos EUA disse nesta segunda-feira que irá averiguar os danos causados pelo vazamento de cerca de 91 mil documentos secretos sobre o Afeganistão.

O site Wikileaks, que divulgou os documentos neste domingo, é uma espécie de Wikipedia de documentos vazados. Os papeis trariam inclusive evidências de crimes de guerra.

Dave Lapan, porta voz do Departamento de Defesa, disse que o Exército deve levar "alguns dias, senão semanas" para revisar todos os documentos e determinar o "risco potencial" para as vidas dos americanos e seus parceiros da coalizão em serviço no país.

O Pentágono disse que ainda investiga a fonte dos documentos, O Exército deteve Bradley Manning, ex-analista de inteligência militar dos EUA em Bagdá, por supostamente divulgar informações confidenciais.

No entanto, os mais recentes documentos que vazaram podem ter vindo de "qualquer pessoa que tenha acesso a informações confidenciais", segundo Lapan.

A Casa Branca, o Reino Unido e o Paquistão condenaram o vazamento dos documentos secretos, um dos maiores já registrados na história militar.

O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Jim Jones, disse que a divulgação "coloca as vidas de americanos e seus aliados em risco".

Em um comunicado, ele ressaltou que os documentos descrevem um período de janeiro de 2004 a dezembro de 2009, em grande parte durante o governo de George W. Bush. Jones lembrou que tal período é anterior ao anúncio de uma nova estratégia por Barack Obama.

O embaixador do Paquistão, Husain Haqqani, disse que os documentos "não refletem a atual realidade do conflito", no qual os EUA "buscam derrotar a Al Qaeda, o Taleban e seus aliados".

MAIS DOCUMENTOS

Em Londres, Assange disse aos jornalistas que o que já foi divulgado sobre o vazamento é "apenas o começo", e que cerca de 15 mil documentos ainda não foram publicados no site.

Ele disse ainda que "milhares" de ações americanas no Afeganistão poderiam ser investigadas devido a indícios de crimes de guerra, mas que as acusações teriam que ser comprovadas na Justiça.

Assange disse ainda que há evidências de acobertamento de mortes de civis, e apontou para um "suspeito" número alto de mortes que as forças dos EUA atribuem a balas perdidas.

Os documentos cobrem alguns aspectos conhecidos dos nove anos de conflito: operações das forças especiais dos EUA contra insurgentes sem julgamento, afegãos mortos por acidentes e a indignação de autoridades americanas devido à suposta cooperação do serviço de inteligência paquistanês com grupos insurgentes que atuam no Afeganistão.

Os papéis também descrevem incidentes desconhecidos anteriormente sobre mortos de civis e operações secretas contra líderes do Taleban.

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