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Pequim é hoje a cidade com maior número de ruas do planeta

Pequim é hoje a cidade com maior número de ruas do planeta

Atualizado: Quarta-feira, 20 Agosto de 2008 as 12

Pequim é uma cidade cosmopolita. Arquitetos famosos no mundo, como Norman Foster, Jacques Herzog e Steven Holl, deixam sua assinatura na capital do país que não pára de crescer. Lançamentos imobiliários se multiplicam. Pequim é, hoje, a cidade com maior número de ruas do planeta.

Não foram apenas os modernos estádios e ginásios construídos nos últimos sete anos para os Jogos Olímpicos que deram novos contornos urbanos a Pequim.  A cidade vem mudando na medida em que o gigante asiático cresce - e isso já acontece há 30 anos. Em 1978, apenas 18% dos chineses, cerca de 170 milhões, viviam em áreas urbanas. Hoje, 43,9% da população - 577,06 milhões de pessoas - estão nas cidades e a previsão é de que em 2015 o índice chegue a 60%. O que acontece na capital é reflexo disso.

Um caso emblemático desse crescimento é o Central Business District, um bairro repleto de arranha-céus, pelo qual circulam Ferraris, Mercedes, Audis, Maseratis e executivos e executivas com sacolas de compras Prada, Fendi, Louis Vuiton. É lá que está em fase final de construção a polêmica torre da televisão estatal chinesa (CCTV), projetada pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas. Tudo começou há 18 anos, em 1985, com o lançamento do China World Trade Center - megacomplexo de 5,6 mil metros quadrados, resultado de uma joint-venture entre o governo chinês e o Shangri-la Hotels e Resorts Group. O empreendimento de alto padrão entrou em funcionamento em 1990.  São duas torres de escritórios, dois hotéis de quatro e cinco estrelas, duas torres de apartamentos para locação (70% ocupados por executivos que ficam entre um a dois anos no país), um centro de exposições e um shopping center com as principais grifes de luxo do mundo todo. Em construção, uma terceira fase da qual faz parte o maior edifício de Pequim. O prédio terá 72 andares e abrigará, no topo, um exclusivo hotel sete estrelas. A diretora assistente da divisão de apartamentos do China World Trade Center, Mindy Leow, conta que, no começo, como o empreendimento era novidade, o custo para locação de apartamentos era de US$ 50 a US$ 60 o metro quadrado - caríssimo para os padrões chineses. Com a transformação da região em um sofisticado bairro de negócios e a proliferação de complexos semelhantes, o valor caiu para uma faixa entre US$ 30 e US$ 35. ?Naquela época havia poucos apartamentos. Agora, especialmente para as Olimpíadas, ocorreram muitas mudanças. Surgiram edifícios com todo o tipo de serviços que se pode imaginar?, conta.

O preço desse crescimento, no entanto, é alto. A modernização urbana de Pequim acontece às custas da demolição de construções tradicionais, o que preocupa os arquitetos chineses. ?É uma grande discussão. É um problema que estamos resolvendo juntos, estamos tentando proteger o mais que podemos?, garante Cao Xiaoxin, do China Architecture Design & Research Group. Ele admite porém que o crescimento é um caminho sem volta. ?Isso se chama processo de desenvolvimento da cidade e não é possível recusar?, diz.

A meta do governo de Pequim é chegar em 2050 como a principal metrópole do planeta.  

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