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Peru tem fim de campanha acirrada para a Presidência

Peru tem fim de campanha acirrada para a Presidência

Atualizado: Quinta-feira, 7 Abril de 2011 as 11:13

O nacionalista Ollanta Humala, o ex-presidente Alejandro Toledo e a parlamentar Keiko Fujimori são os candidatos mais bem colocados na disputa da eleição presidencial no Peru neste domingo (10), segundo as últimas pesquisas eleitorais.

De acordo com diretor do importante instituto de pesquisas Ipsos-Apoyo Reuters, Alfredo Torres, num segundo turno eleitoral, que deverá ocorrer em junho, pesará o grau de rejeição dos eleitores contra cada candidato. Atualmente, os níveis maiores são de Humala e Fujimori.

'Humala talvez seja o que tenha melhor chance, porque vem de uma tendência crescente; no caso de Toledo, suas possibilidades dependem de seu sucesso em ressurgir, digamos, porque ele vem caindo', disse Torres.

Humala, um esquerdista de 48 anos que moderou seu discurso radical contra o livre mercado, chegou pela primeira vez à liderança nas pesquisas de intenção de votos para a Presidência do Peru no fim de semana. Nesta campanha, segundo analistas, ele procurou se afastar da imagem do venezuelano Hugo Chávez, a quem foi comparado quando perdeu as eleições para o atual presidente, Alan García, em 2006.

A sondagem confirma a volatilidade dos eleitores e prenuncia uma disputa acirrada com outros quatro candidatos nas eleições de 10 de abril.   O líder nacionalista apareceu na frente da pesquisa da Ipsos-Apoyo com 21%, destronando Toledo, de 65 anos, que caiu para o segundo lugar com 20%, depois de ter liderado as pesquisas de intenção de voto desde o início do ano.

O terceiro lugar ficou para a legisladora Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori -- atualmente preso por abusos aos direitos humanos --, com 19%. A política de 36 anos é a candidata cuja intenção de votos manteve-se quase estável em todas as pesquisas. 'A outra possibilidade é de que Keiko Fujimori consiga passar para o segundo turno, na medida em que ela tem um voto muito duro, em torno de 20%', disse Torres.

O eleitorado que a respalda é visto por analistas como um "setor mais radical", o mesmo desde a época do governo Fujimori (1990-2000).

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