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"Pode ter havido excesso em ação" diz cônsul sobre brasileiro que morreu após choques de arma da polícia

"Pode ter havido excesso em ação"

Atualizado: Terça-feira, 20 Março de 2012 as 9:48

O cônsul-adjunto do Brasil na Austráliacomentou em entrevista ao Bom Dia Brasil a morte de um brasileiro de 21 anos pela polícia de Sydney, dizendo que o motivo dos choques que Roberto Laudisio Curti levou ainda estão sendo investigados.

“Esse é o questionamento da imprensa local. É algo que a gente espera seja logo elucidado.

As circunstâncias da morte. Porque, em princípio, se confirmado, é algo desmesurado.

Um disparo de taser já é muito forte. Vários disparos transformam o taser em uma arma letal”, afirmou André Costa.

O brasileiro foi para a Austrália em junho do ano passado para estudar inglês. O rapaz tinha trancado o curso de administração na PUC para fazer a viagem. Ele morreu na manhã do domingo (18) depois de sofrer vários choques de taser, uma arma paralisante usada pela polícia de Sydney.

As imagens de uma câmera de segurança divulgadas pelo jornal australiano "Sydney Morning Herald" mostram uma pessoa sendo perseguida por seis policiais. Um dos agentes saca uma arma e mira. Segundo o mesmo jornal, a irmã do brasileiro, que também mora na Austrália, está em choque e não deu entrevistas.

Amigos de Roberto disseram ao Consulado-Geral do Brasil em Sydney que o rapaz que aparece correndo no vídeo é diferente do brasileiro. A vendedora da loja de conveniência deu pistas importantes. Contou que o rapaz parecia perturbado e conversou bastante com ela. Disse que o mundo iria acabar, depois pegou um pacote de biscoitos e saiu correndo. E ela deu outra informação importante: o rapaz estava sem camisa.

Já os jornais de Sydney de segunda-feira dizem que Roberto vestia uma camisa branca de manga curta. Ainda segundo a vendedora, as câmeras de segurança da loja gravaram o rosto do rapaz e o diálogo com ela, mas esse vídeo, que pode esclarecer contradições do caso, ainda não foi divulgado pela polícia.

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