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Polícia de Portugal diz que morte de modelo 'não parece' assassinato

Polícia de Portugal diz que morte de modelo 'não parece' assassinato

Atualizado: Terça-feira, 12 Abril de 2011 as 1:08

A polícia de Portugal informou nesta terça-feira (12) que “não parece” haver participação de alguém na morte da modelo Jeniffer Viturino, de 17 anos, ocorrida na última sexta-feira ao cair de um prédio em Lisboa. Assim, embora digam que ainda mantém todas as hipóteses em aberto, as autoridades reforçaram a hipótese de que a jovem se suicidou, saltando do apartamento do namorado – a família dele diz que ele tem a consciência absolutamente tranquila.

“Não parece haver intervenção de terceiros na causa da morte”, informou o gabinete de imprensa da Polícia Judiciária (equivalente à Polícia Civil no Brasil). A conclusão foi tomada a partir das “informações iniciais”. A corporação informa, porém, que todas as hipóteses continuam em aberto, e se negou a prestar mais esclarecimentos.

Na manhã desta terça, dois policiais estiveram no prédio onde o corpo de Jeniffer foi encontrado para requisitar formalmente gravações do circuito fechado de TV. O G1 tentou falar com eles, mas foi remetido ao gabinete de imprensa da PJ. A autópsia foi concluída na segunda, segundo o Instituto Nacional de Medicina Legal (IML), e o relatório preliminar deve estar pronto em quatro semanas.     O corpo foi encontrado por volta das 7h da sexta-feira  (8) no edifício onde o namorado, o empresário Miguel Alves da Silva, de 31 anos, mora em Lisboa. A versão do namorado, segundo Solange Viturino - a mãe da jovem - é a de que os dois dormiram separados naquela noite. Pela manhã, ele não a encontrou. Um bilhete com pedido de desculpas, com uma caligrafia que a mãe estranha, mas admite ser de Jeniffer, foi encontrado, sempre segundo Solange.

Nesta segunda, familiares da jovem disseram ter ido à polícia levar alguns documentos. O corpo já estava liberado desde a véspera, mas, segundo o irmão, Jonahtan Viturino, de 19 anos, as autoridades ainda não haviam entrado em contato oficialmente até a noite. O pai, que mora no Espírito Santo, deve chegar nesta terça a Lisboa.

A Torre São Rafael, onde ocorreu a morte da brasileira (Foto: Vitor Sorano/AP)

  Sem barulho

“Admirei porque geralmente se ela caísse teria ouvido o barulho”, disse ao G1 uma moradora do prédio que pediu para ter sua identidade preservada. Segundo ela, junto ao corpo de Jenniffer não havia poça de sangue. “Nada, nem poça de sangue, havia duas ou três manchas de sangue, muito pouco, mesmo perto já (do corpo) e era muito pouco”, contou.

A moradora afirma, porém, que Jeniffer tinha fratura exposta nos pés. “Se ela veio (caiu) viva ou morta, não dá para saber. Estamos à espera da polícia judiciária”, disse, considerando o caso “suspeito”.

O apartamento de Miguel Silva fica no 15º andar da Torrre São Rafael, um edifício de alto padrão no Parque das Nações, na zona oriental de Lisboa, junto ao Rio Tejo. Segundo a imprensa local, uma terceira pessoa esteve no imóvel no dia em que Jeniffer lá estava. A polícia não confirma nem desmente a informação.

O empresário e a jovem namoravam desde 2009, segundo a mãe dela, quando se conheceram no Algarve, região no sul de Portugal. Miguel tinha relacionamento com outras mulheres e a jovem sabia, conta Solange. Entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta, ele teria tentado terminar de vez o namoro com a modelo, afirma a mãe.

“Absolutamente tranquilio”

A reportagem tem tentado entrar em contato com Miguel Silva, mas sem sucesso. Uma familiar – que não quis ser identificada – disse ao G1 que ele não quer falar e que está "com a consciência absolutamente tranquila".

"A menina realmente atirou-se, como muitas outras. Então o caso é simples, não percebo realmente por que estão a tornar isso tão mediático", afirmou a mulher. "A autópsia vai sair, ele está com a consciência absolutamente tranquila. Tudo isso vai demonstrar, por tanto escusa de especular."        

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