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Polícia egípcia entra em choque com manifestantes pelo 3º dia seguido

Polícia egípcia entra em choque com manifestantes pelo 3º dia seguido

Atualizado: Segunda-feira, 21 Novembro de 2011 as 10:20

A polícia egípcia entrou em confronto com manifestantes pró-democracia ao tentar desalojá-los da Praça Tahir, no centro do Cairo, nesta segunda-feira (21), quando mantinham um protesto iniciado na semana passada pela transferência do poder dos militares para os civis, disseram testemunhas.

A polícia usou gás lacrimogêneo e atacou um hospital de campanha enquanto manifestantes arrancavam blocos das vias públicas para lançá-los contra os policiais.

Manifestante tem olho lavado com leite para se proteger do gás lacrimogênio, no terceiro dia de embates com a polícia na praça Tahrir (Foto: Goran Tomasevic/Reuters) Um incêndio teve início num prédio nas imediações e os bombeiros tiveram dificuldades para resgatar moradores por causa da ação da polícia contra os manifestantes, o que irritou pedestres que passavam pela área. Alguns moradores do edifício tentavam escalá-lo para ajudar as pessoas que não conseguiam sair de lá.

Os confrontos entre forças de segurança do governo e manifestantes no Cairo e outras cidades egípcias resultaram na morte de pelo menos 12 pessoas desde sábado, num dos momentos mais violentos no país desde a derrubada do presidente Hosni Mubarak, em fevereiro.

Não havia de imediato informações sobre vítimas nos conflitos desta segunda-feira no Cairo.

Os protestos ocorrem menos de 9 dias antes das primeiras eleições legislativas desde a queda do ex-ditador Hosni Mubarak, em fevereiro deste ano. Hospitais foram improvisados nas mesquitas próximas, alguns manifestantes receberam tratamento por intoxicação, devido ao uso de gás, ou pelo impacto de balas de borracha.

Na Praça Tahrir, manifestantes gritavam frases hostis aos militares e pediam a queda do marechal Hussein Tantawi, que comanda o Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA), que governa o país desde a queda de Mubarak.

A manifestação, iniciada há vários dias, tinha como objetivo pedir julgamento rápido de policiais e líderes responsáveis pela violência que causou a morte de 850 pessoas e deixou milhares de feridos durante os protestos de janeiro e fevereiro.      

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