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Posse de Barack Obama é ''editada'' em países de perseguição de Barack Obama

Posse de Barack Obama é ''editada'' em países de perseguição de Barack Obama

Atualizado: Sexta-feira, 23 Janeiro de 2009 as 12

Na última terça-feira, 20 de janeiro, a mídia e os sites mais importantes da China cobriram ao vivo a cerimônia de posse de Barack Obama em Washington. Na internet, o discurso completo está disponível em inglês, mas a tradução chinesa eliminou passagens consideradas ''incômodas'' para o governo.  

Os censuradores atacam três trechos em particular, quando o presidente dos Estados Unidos menciona que ''gerações passadas enfrentaram o facismo e o comunismo não com mísseis e tanques, mas com alianças vigorosas e convicções duradouras''. A frase inteira foi retirada da versão publicada pela agência estatal Xinhua e pela Netease, um site popular entre os usuários chineses. A segunda referência explícita de Obama aos líderes mundiais que ''colocam a culpa das desgraças da sociedade no Ocidente'' também foi omitida. O terceiro trecho obstruído pela censura foi quando ele falou sobre ''aqueles que chegam ao poder através da corrupção, fraude e calam os discordantes'', que, segundo ele, escolheram o ''lado errado da história''.

Na China Central Television, o principal canal de TV nacional, a transmissão ao vivo era interrompida todas as vezes que Obama fazia referência ao comunismo.

Nenhuma notícia sobre a posse de Obama veio da Coreia do Norte, onde a mídia nacional estava preocupada em cobrir a viagem do ministro à Guinea. O Irã também deu preferência a uma manifestação que aconteceu em Tehran em favor da população palestina. O jornal conservador Kayhan Daily chamou Obama de Sionista (alguém que apoia a repatriação dos judeus em Israel), e nuvens continuam a se juntar no horizonte das relações entre os dois estados, principalmente enquanto a questão nuclear do Irã continuar aberta.

Não há nenhum comentário da junta militar de Mianmar, enquanto a oposição alimenta a esperança de uma posição concreta do novo presidente contra a ditadura militar que governa com punho de ferro. No Afeganistão, o Talibã, que alegava ''não ter problemas pessoais com Obama”, alertou o presidente a “aprender lições com os soviéticos” e retirar as tropas do país, deixando aos afegãos a tarefa de “decidir o futuro da nação''.

Na Rússia, o primeiro-ministro Vladimir Putin não escondeu seu ceticismo ao notar que “as mais amargas decepções normalmente resultam de grandes expectativas''. O presidente Israelense Ehud Olmert estava otimista, apesar de dizer que sob o governo de Obama, “iniciativas comuns serão tomadas para promover a estabilidade no Oriente Médio''.

Na Indonésia, onde passou parte da infância, a posse de Obama foi recebida com comemorações e festas nas ruas, enquanto o presidente Susilo Bambag Yudhoyono previa que Obama ''tem potencial para enfrentar a crise mundial''. A Tailândia também utilizou a medida financeira para examinar a nova administração americana. Enquanto isso, a Malásia pediu mais atenção para o ''sudeste da Ásia'', há muito tempo ignorado por seu antecessor. Especialistas em política na Índia encorajaram Obama a continuar ''no caminho do diálogo'', já deixado de lado pelo governo Bush.

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