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Premiê da Itália vai discutir crise da dívida com Merkel e Sarkozy

Premiê da Itália vai discutir crise da dívida com Merkel e Sarkozy

Atualizado: Sexta-feira, 18 Novembro de 2011 as 2:32

O novo premiê da Itália, Mario Monti, anunciou nesta sexta-feira (18) que vai se reunir na próxima semana com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, para falar sobre a crise da dívida.

"Fico satisfeito em anunciar que, na próxima semana, realizarei duas visitas: uma a Bruxelas, às instituições comunitárias, e outra para uma reunião com o presidente Sarkozy e a chanceler Merkel", declarou.

Monti assinalou que esta minicúpula responderá "aos que sugerem que a Itália defenda suas posições na Itália".

O novo primeiro-ministro afirmou ainda que o encontro com Merkel e Sarkozy sobre a crise do foi decidida na quinta-feira, em uma conversa por telefone com os dois dirigentes.

O novo governo italiano dirigido por Mario Monti obteve na quinta-feira o voto de confiança do Senado, poucas horas depois de seu discurso oficial, no qual prometeu rigor, crescimento e equidade para tirar o país da crise.

Monti obteve um amplo apoio da câmara alta do Parlamento , com 281 votos a favor dos 307 senadores presentes. O voto de confiança dos deputados, que lhe ofereceram uma cômoda maioria, é aguardado para sexta-feira à tarde.

O premiê da Itália, Mario Monti, encontra o Papa Bento XVI no aeroporto de Roma nesta sexta-feira (18) (Foto: AP) Antes da votação, Monti, fez seu primeiro discurso no Senado no qual advertiu que "o futuro do euro depende também do que a Itália fizer".

Mario Monti, que se encontra numa corrida contra o relógio com os mercados, apresentou nesta quinta-feira ao Senado seu programa para salvar o país da crise da dívida que acossa a zona do euro.

Monti substitui "Il Cavaliere" Silvio Berlusconi ao término de uma transição relâmpago, que busca tranquilizar os mercados diante de uma das crises econômicas mais graves da história recente da Itália devido a sua gigantesca dívida pública, de 1,9 trilhão de euros (120% do PIB).        

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