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Prêmio Nobel da Paz tem recorde de candidatos

Prêmio Nobel da Paz tem recorde de candidatos

Atualizado: Quarta-feira, 7 Outubro de 2009 as 12

O Comitê Nobel norueguês, diante de um número recorde de 205 candidaturas a Prêmio da Paz e sem um grande favorito, precisou se reunir este ano mais vezes do que o habitual para poder decidir quem será o premiado, cujo nome será anunciado oficialmente na próxima sexta (9).

O comitê, que esperou até o último momento, fez sua escolha em uma última reunião que ocorreu na última segunda (5). O secretário do comitê, Geir Lundestad, afirmou:

''Tivemos mais reuniões que de costume, pois desta vez havia um grande número de candidatos, porque dois de nossos membros são novos e porque tentamos utilizar o tempo que temos para fazer a melhor escolha''.

As candidaturas conhecidas são as enviadas pelos patrocinadores - ministro, parlamentares, premiados, alguns professores universitários e o próprio comitê Nobel.

Na data limite de 1º de fevereiro, o comitê recebeu os nomes os do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o da França, Nicolas Sarkozy.

O ex-coordenador de recursos de urgência da ONU e diretor do Instituto norueguês de Assuntos Internacionais (NUPI), Jan Egeland, disse que o comitê Nobel sofre certa pressão para que volte a uma concepção mais clássica da paz.

Com o decorrer do tempo, os sentidos do Nobel da Paz se ampliaram, incluindo a defesa do meio ambiente, os esforços contra a mudança climática e a luta contra a pobreza.

Egeland, que propôs o médico Denis Mukwege, fundador do hospital de Panzi que atende mulheres vítimas de violências sexuais, disse que o comitê deve ser interessar pelo conflito na República Democrática do Congo.

Os esforços de destruição das armas com munição de fragmentação, que provocam estragos entre as populações civis, também podem merecer um Nobel.

A Coalizão contra as Armas com munição de fragmentação (MC) e a ONG Handicap International desempenharam um papel ativo para conseguir um tratado contra estas munições, em quase cem países, exceto os maiores fabricantes como EUA, Rússia e China.

Para Kristian Berg Harpviken, diretor do Instituto de Pesquisa para a Paz em Oslo (PRIO), é muito provável que o prêmio Nobel da Paz fique para uma pessoa ou organização comprometida na resolução de conflitos isolados.

Para ele, os favoritos são a senadora colombiana Piedad Córdoba, que atua para acabar com a guerra civil em seu país, o príncipe Ghazi Bin Muhammad Bin Talal da Jordânia, que luta pelo diálogo entre religiões, e a médica Sima Simar, advogada dos direitos humanos no Afeganistão.

"Há tempo esperamos que o prêmio seja dado a um defensor russo dos direitos humanos", comentou Bjoern Engesland, presidente na Noruega do comitê Helsinki para os direitos humanos.

O dissidente chinês Hu Jia, o primeiro-ministro zimbabuense Morgan Tsvangirai, o dissidente vietnamita Chich Quang Do, a advogada tchechena Yussupova e a ex-refém franco-colombiana Ingrid Betancourt estão entre os indicados.

Ano passado, o prêmio - uma medalha de ouro, um diploma e um cheque de quase um milhão de euros (R$ 2,5 milhões) - foi atribuído ao ex-presidente e mediador finlandês Martti Ahtisaari.

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