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Presidente da França se nega a enviar mais soldados ao Afeganistão

Presidente da França se nega a enviar mais soldados ao Afeganistão

Atualizado: Quinta-feira, 15 Outubro de 2009 as 12

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou ao jornal Le Figaro que é preciso permanecer no Afeganistão. Ele disse que é preciso "ficar para ganhar", mas que a França não enviará "um soldado a mais para o país. Sarkozy afirmou:

''É preciso ficar no Afeganistão? Minha resposta é sim. E ficar para ganhar, não contra o Afeganistão, e sim pelo Afeganistão. Se formos embora, o Paquistão, uma potência nuclear, ficará ameaçado, mas a França não enviará nenhum soldado a mais''.

Sarkozy disse que pensa que são necessários mais soldados afegãos para mudar o cenário no país. Ele também afirma:

''Minha convicção é a de que são necessários mais soldados afegãos. Eles serão os mais aptos a vencer a guerra, porque é o país deles. Mas é preciso pagar mais a eles para evitar que desertem e passem para o lado do Taleban''.

Desde o início de seu compromisso no Afeganistão, em 2001, a França perdeu 36 soldados. Atualmente, cerca de 3.000 militares franceses estão mobilizados no país. Até o dia 1º de novembro, o contingente francês, que estava fortemente instalado em Cabul, será deslocado para o leste da capital.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, anunciou na quarta-feira (14) que enviaria mais 500 soldados para reforçar a coalizão internacional no Afeganistão.

Há um mês, o governo espanhol decidiu pedir à Câmara dos Deputados autorização para o envio de mais 220 militares ao Afeganistão.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, precisa decidir se envia reforços ao Afeganistão, além dos 21.mil que já foram mobilizados neste ano, principalmente às Províncias de Helmand e Candahar (sul).

O general Stanley McChrystal, que coordena as forças internacionais no Afeganistão, pediu a Obama entre 10 mil e 40 mil soldados a mais para combater a rebelião dos extremistas do Taleban.

Os militares da Otan também exigem uma presença maior. Entre 10 mil e 15 mil soldados a mais são necessários no sul do Afeganistão para contra-atacar a insurreição, declarou nesta quinta-feira, em o comandante holandês das forças da Otan nesta região, Mart de Kruif.

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