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Presidente de TV que faz oposição a Chávez é liberado na Venezuela

Presidente de TV que faz oposição a Chávez é liberado na Venezuela

Atualizado: Sexta-feira, 26 Março de 2010 as 12

O presidente da cadeia de TV venezuelana Globovisión, Guillermo Zuloaga, foi libertado nesta quinta-feira, dia 25, após ter sido detido por conta de comentários que fez sobre o governo de Hugo Chávez durante um fórum de imprensa internacional.

"Foi um dia surpreendente", disse a jornalista ao sair da audiência que compareceu por mais de duas horas com um juiz, da qual saiu com uma medida cautelar que impede sua saída do país.

O presidente da cadeia de TV venezuelana Globovisión, Guillermo Zuloaga, foi libertado nesta quinta-feira após ter sido detido por conta de comentários que fez sobre o governo de Hugo Chávez durante um fórum de imprensa internacional.

"Foi um dia surpreendente", disse a jornalista ao sair da audiência que compareceu por mais de duas horas com um juiz, da qual saiu com uma medida cautelar que impede sua saída do país.

Antes, um tribunal venezuelano anunciou uma ordem de captura contra Zuloaga, segundo a procuradora-geral, Luisa Ortega. Isso impedia que ele deixe o país. O empresário, no entanto, disse não ter sido informado de nenhuma ordem de prisão.

Pedido de investigação

O deputado governista Manuel Villalba, presidente da Comissão de Meios de Comunicação da unicameral Assembleia Nacional (AN), apresentou à Procuradoria venezuelana um pedido formal de investigação de Zuloaga por suas declarações na assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa, onde teria feito "apontamentos sem sustentação" sobre o presidente Hugo Chávez.

Zuloaga "tem que assumir a responsabilidade posterior a sua declaração" porque "há uma intencionalidade de acusar o Estado" de violar a liberdade de expressão na Venezuela, afirmou Villalba.

Chávez chama a Globovisión de "terrorista midiática". No ano passado, ela foi condenada a pagar multa de US$ 4,1 milhões por ter apoiado uma greve promovida pela oposição em 2002.

Em 2009, o presidente de Globovisión havia sido acusado de crime de "usura" devido a um suposto amazenamento irregular de 24 veículos novos, pertencentes a duas concessionários de sua propriedade.

Ainda em 2009, seis procedimentos administrativos foram abertos contra a rede pelo órgão regulador das telecomunicações.

A TV argumenta que as ações contra ela têm caráter político.

O governo de Chávez, por sua vez, é alvo frequente de críticas de entidades internacionais e do governo dos EUA por conta de suas supostas restrições à liberdade de imprensa e de expressão.

Chávez argumenta que a oposição é "golpista" e afirma que o poder executivo não tem influência nas decisões do judiciário.

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