MENU

Presidente deposto adia para sábado retorno a Honduras

Presidente deposto adia para sábado retorno a Honduras

Atualizado: Quinta-feira, 2 Julho de 2009 as 12

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, adiou para o próximo sábado, 4 de julho seu retorno ao país. Ele havia anunciado que voltaria hoje, dia 2, mas resolveu esperar o prazo de 72 horas dado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para a que o novo governo restitua o poder ao presidente eleito democraticamente.

De acordo com a Agência Bolivariana de Notícias, a decisão foi anunciada na madrugada de ontem, 1º de julho, em Washington, após a sessão extraordinária da Assembleia Geral da OEA.

O órgão exigiu o retorno imediato, seguro e incondicional de Zelaya, cujo mandato termina em 27 de janeiro de 2010. A OEA também garantiu que nenhum outro governo será reconhecido e chegou a ameaçar Honduras de expulsão da instituição.

Zelaya foi detido por militares e expulso do país no último domingo, 28 de junho, horas antes de o país iniciar um plebiscito sobre a possibilidade de incluir, nas eleições gerais de 29 de novembro, uma consulta sobre a instalação de uma Assembleia Constituinte para reformar a Constituição do país. A consulta pública foi considerada inconstitucional pelo Parlamento e pela Suprema Corte de Honduras e as Forças Armadas se recusaram a dar apoio logístico ao plebiscito.

A destituição do presidente, pelas Forças Armadas, foi determinada pela Suprema Corte e pelo Congresso Nacional logo após a convocação do plebiscito. Em seu lugar assumiu o chefe do Legislativo, Roberto Micheletti.

Terça-feira, 30 de junho, tanto Micheletti quanto o procurador-geral de Honduras, Luis Alberto Rubi, declararam que Zelaya será preso assim que retornar ao país. Ele é acusado de 18 crimes, entre eles traição à pátria, usurpação de funções, abuso de autoridade e corrupção.

Apesar da ameaça, Zelaya está disposto a voltar a Honduras, acompanhado pelo presidente da Assembleia Geral da ONU, Miguel D'Escoto, pelo secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, e pelos presidentes do Equador, Rafael Correa, e da Argentina, Cristina Kirchner.

veja também