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Presidente Dilma discursa sobre políticas de saúde na ONU

Presidente Dilma discursa sobre políticas de saúde na ONU

Atualizado: Segunda-feira, 19 Setembro de 2011 as 2:13

A presidente Dilma Rousseff afirmou, em seu primeiro discurso na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que é “fundamental” aliar políticas de saúde a programas de desenvolvimento social. Ela participou na manhã desta segunda-feira (19) da reunião de Alto Nível sobre Doenças Crônicas da entidade – a primeira de uma série de reuniões às quais a presidente comparecerá durante esta semana.

A presidente Dilma Rousseff, durante seu primeiro discurso na ONU, na

manhã desta segunda-feira (19). (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

  A partir desta segunda, a presidente terá diversas reuniões bilaterais com outros chefes de Estado e, na quarta-feira (21), fará o discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas - o primeiro realizado por uma mulher. A agenda nos Estados Unidos inclui também uma série de reuniões sobre segurança nuclear, participação das mulheres na política e aquecimento global.

A uma plateia de chefes de Estado Dilma destacou que é maior entre a população pobre a incidência de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e câncer.

“Essa reunião deve produzir passos decisivos para redução das doenças crônicas não transmissíveis. A incidência desproporcional dessas doenças entre os mais pobres demonstra a necessidade de respostas integrais ao nosso problema. É fundamental que haja coordenação entre políticas de saúde àquelas destinadas a lidar com os determinantes socioeconômicos dessas enfermidades”, disse. A presidente destacou ainda a importância de programas de prevenção. “Estamos intensificando o combate aos fatores de risco como tabagismo, consumo excessivo de álcool, inatividade física e alimentação não saudável”, afirmou.

Dilma disse ainda que a “saúde da mulher é uma prioridade” do governo brasileiro. “Estamos fortemente empenhados na redução da mortalidade infantil, do câncer de mama e do câncer de colo de útero. Assim, estamos facilitando o acesso a exames preventivos, melhorando a qualidade das mamografias e ampliando tratamento para vítimas do câncer.”     Ressaltou também que o Brasil considera o acesso a medicamentos como “parte do direito humano à saúde”. “Sabemos que [garantir acesso a medicamentos] é elemento estratégico para a inclusão social, a equidade e o fortalecimento dos Sistemas Público de Saúde”, afirmou.

Ela citou o programa “Saúde não tem preço”, do governo federal, que distribui remédios gratuitamente. “[Temos acesso] a medicamentos para hipertensos e diabetes no SUS. Estamos garantindo medicamentos gratuitos para essas doenças. O programa 'Saúde não tem preço' distribui tais medicamentos gratuitamente por meio de parcerias com 20 mil farmácias públicas e privadas.”

Dilma defendeu ainda a quebra de patentes para alguns medicamentos necessárias ao tratamento de doenças crônicas. "O Brasil respeita seus compromissos em matéria de propriedade intelectual, mas estamos convencidos de que as flexibilidades previstas no Acordo TRIPs da OMC, na Declaração de Doha, sobre TRIPs e saúde pública, e na Estratégia Global sobre Saúde Pública são indispensáveis para políticas que garantam o direito à saúde."

Orgulho

Em seu programa de rádio semanal "Café com a Presidenta" na manhã desta segunda, Dilma disse que tem "muito orgulho" em ser a primeira mulher a discursar na abertura da Assembleia Geral.

"Eu tenho muito orgulho de ser a primeira mulher, uma mulher brasileira, a abrir a Assembleia Geral da ONU. Vou falar em nome do Brasil para chefes de Estado de 193 países", disse a presidente Dilma. O Brasil tradicionalmente inaugura a assembleia por ter sido o primeiro país a aderir ao organismo internacional, em 1945.

Na tarde desta segunda, a presidente Dilma participa de sua segunda atividade na 66ª Sessão da Assembleia da ONU. Ela falará no Colóquio de Alto Nível sobre Participação Política de Mulheres.

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