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Presidente do Cazaquistão é reeleito em pleito boicotado pela oposição

Presidente do Cazaquistão é reeleito em pleito boicotado pela oposição

Atualizado: Segunda-feira, 4 Abril de 2011 as 11:14

O presidente do Cazaquistão, Nursultán Nazarbayev, foi reeleito para um mandato de cinco anos com 95,5% dos votos, em eleições consideradas antidemocráticas pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

Nazarbayev, de 70 anos, não esperou que a Comissão Eleitoral anunciasse os resultados e proclamou-se vencedor das eleições antecipadas, convocadas inesperadamente em fevereiro passado, o que levou a oposição a boicotá-las, afirmando que carêcia de tempo hábil para fazer a campanha.

"Os resultados preliminares da comissão central eleitoral e as pesquisas de boca de urna estabeleceram que o povo cazaque, nossos cidadãos, aprova o trabalho que fizemos nos últimos 20 anos", declarou o presidente durante uma visita à sede de seu partido.

Nursultán Nazarbayev, que está há 22 anos no poder, afirmou que sua vitória com 95,5% dos votos deveria servir de modelo para as democracias ocidentais.

"Mais de 90% para um candidato, ou seja, eu, deve causar sensação nos Estados ocidentais", destacou.

Mas os observadores da OSCE consideram que as eleições não foram verdadeiramente democráticas e afirmou ter registrado sérias irregularidades.

Nazarbayev tinha como adversários três candidatos leais ao regime, um dos quais, inclusive, admitiu ter votado no atual presidente. Cada um deles obteve menos de 3% dos votos.

O índice de participação alcançou 89,9% e a comissão eleitoral central esclareceu que esta cifra ainda pode aumentar uma vez apuraas os votos de povoados distantes nas estepes.

De acordo com a OSCE, as eleições presidenciais do Cazaquistão "não foram verdadeiramente democráticas".

"As reformas necessárias para que aconteçam verdadeiras eleições democráticas ainda devem ser concretizadas; as eleições revelaram falhas similares a das eleições anteriores", afirma um relatório da missão de observação eleitoral.

Nenhuma eleição no Cazaquistão foi considerada livre pela OSCE desde a independência do país em 1991.      

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