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Presidente do Chile saúda rápida resposta a alerta após tremor

Presidente do Chile saúda rápida resposta a alerta após tremor

Atualizado: Sábado, 12 Fevereiro de 2011 as 9:36

O presidente do Chile, Sebastian Piñera, saudou a população pela rápida resposta ao alerta após o terremoto de magnitude 7 que atingiu o país na tarde desta sexta-feira.

"[Após o tremor] aconteceu uma evacuação preventiva e isso é bom, já que o que pedimos à população é que quando haja sismos de gravidade que dificultem as pessoas de se manter de pé, por razões preventivas, é bom que se retirem imediatamente", afirmou Piñera.

O sismo, que não provocou vítimas nem danos materiais, aconteceu às 17h05 no horário local (18h05 de Brasília) e foi seguido por dezenas de fortes réplicas.

O epicentro esteve situado a 69 quilômetros ao nordeste de Concepción.

Este tremor é o maior desde o que atingiu o Chile no dia 27 de fevereiro de 2010, de magnitude 8,8, que deixou cerca de 500 mortos.

O governante chileno disse à imprensa que a retirada se deu especialmente em áreas litorâneas como nas região de Maule e Concepción.

"Felizmente essa retirada foi preventiva porque não há risco de tsunami", afirmou o presidente, que acrescentou que "o importante é destacar que não houve registro de danos significativos".

Após pedir calma à população, Piñera ressaltou que estes sismos são considerados réplicas do terremoto de fevereiro de 2010 e assegurou que "os especialistas e os centros sismológicos anteciparam que é possível esperar réplicas desse tremor por até cinco anos".

Piñera ressaltou que o Chile está preparado para enfrentar os fenômenos naturais, pois foram realizadas simulações, "especialmente no norte, onde mais de 250 mil pessoas participaram de uma evacuação".

"Estamos monitorando permanentemente a situação. Ninguém pode antecipar como, quando e onde ocorrerão estes fenômenos da natureza. O que podemos fazer é nos preparar", acrescentou o presidente.

"O Chile aprendeu a lição depois de 27 de fevereiro e hoje em dia estamos preparados, mas sempre se vai requerer colaboração de toda a sociedade para que o sistema de ajuda seja eficaz e seja possível evitar tragédias", ressaltou.

HISTÓRICO Há quase um ano, um terremoto de magnitude 8,8 --classificado como o quinto mais potente em toda a história-- atingiu o Chile, levando a presidente Michelle Bachelet, em fim de mandato, a apelar por ajuda internacional. O líder-eleito, Sebastían Piñera, que assumiria em 11 de março, pediu contenção aos chilenos em meio a ondas de saques e mais tarde demitiu o chefe militar que atrasou um alerta de tsunami. Inicialmente o número de mortos passava de 700, mas foi revisado para pouco mais de 500 ao final das buscas. O governo estimou em R$ 4,5 bilhões os prejuízos causados pelo tremor que deixou ainda mais de 2 milhões de desabrigados. Os 2 minutos e 45 segundos de abalo liberaram uma energia equivalente a 100 mil bombas atômicas, indicaram especialistas.  

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