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Presidente do Congresso diz que Paraguai não quer Venezuela no Mercosul

Presidente do Congresso diz que Paraguai não quer Venezuela no Mercosul

Atualizado: Quarta-feira, 16 Dezembro de 2009 as 12

O Congresso do Paraguai continuará negando o ingresso da Venezuela no Mercosul enquanto o presidente Hugo Chávez seguir intervindo em assuntos de outros países, disse nesta quarta-feira (16) o presidente do Senado paraguaio, um dia depois de senadores brasileiros terem aprovado a adesão da Venezuela ao bloco.

Depois de o Senado brasileiro aprovar o ingresso da Venezuela no bloco na noite desta terça-feira (15), falta apenas o Paraguai aceitar o país como membro pleno do Mercosul, integrado também por Argentina e Uruguai.

O presidente do Senado e do Congresso, Miguel Carrizosa, do partido Patria Querida, de centro-direita, disse:

''Não há aqui nenhum clima para aprovar o ingresso de Chávez no Mercosul. Não se trata da Venezuela e dos irmãos venezuelanos, de quem gostamos muito, mas do seu presidente, que intervém em assuntos internos dos outros países''.

Chávez recebeu duras críticas de legisladores paraguaios da oposição, que têm maioria em ambas as Câmaras, após declarar que a direita preparava um plano para destituir seu colega paraguaio Fernando Lugo.

A chancelaria paraguaia retirou em agosto o pedido de acordo para a entrada da Venezuela no bloco para evitar sua negativa no Senado, o que poderia afetar as boas relações entre os dois países. A Venezuela é atualmente o maior fornecedor de combustíveis ao Paraguai.

Carrizosa ainda afirmou:

''Acredito que no Paraguai Chávez terá que esperar um bom tempo. Não vamos exigir que ele mude, mas não nos exijam que baixemos a cabeça e digamos sim a tudo o que ele está fazendo''.

O chanceler paraguaio, Héctor Lacognata, disse que o pedido sobre a adesão da Venezuela ao Mercosul voltará a ser apresentado quando o governo tiver garantias de sua aprovação, a partir de março, com o fim do recesso parlamentar.

O ministro disse:

''No momento não está planejado [apresentá-lo], não é uma situação real. Veremos em março quando, com a volta do recesso parlamentar, poderemos conversar novamente com a Comissão de Relações Exteriores do Senado sobre o tema.

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