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Presidente do Iêmen anuncia que não tentará reeleição e adia eleições

Presidente do Iêmen anuncia que não tentará reeleição e adia eleições

Atualizado: Quarta-feira, 2 Fevereiro de 2011 as 10:31

O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, anunciou nesta quarta-feira (2) que não vai concorrer a um novo mandato, mas ao mesmo tempo decidiu adiar as eleições legislativas previstas para 27 de abril, muito questionadas pela oposição.

"Sem governo hereditário e sem presidência vitalícia", afirmou Saleh durante uma reunião extraordinária do Parlamento e do Conselho Consultivo, na véspera de um novo "dia da revolta", convocado pela oposição para quinta-feira.

Milhares de iemenitas, inspirados pelos protestos populares na Tunísia e no Egito , protestaram nas ruas desde o dia dia 27 de janeiro para pedir a renúncia de Saleh, que está no poder há 32 anos.

Os partidos de oposição disseram que as concessões são "positivas", mas prometeram manter as manifestações.

"Consideramos a iniciativa positiva e esperamos pelos próximos passos concretos", disse Said Mohammed al-Saadi, subsecretário do partido islâmico Islah.

Os deputados se preparavam para examinar no dia 1º de março um projeto de reforma constitucional que permitiria transformar Saleh em presidente vitalício. Uma emenda previa o fim do limite de dois mandatos consecutivos permitidos ao presidente.

Além disso, a oposição acredita que Saleh planejava transferir o poder ao filho Ahmad, que dirige a guarda republicana, uma unidade de elite das forças armadas iemenitas.

Saleh, que foi reeleito por sete anos em 2006, também pediu aos partidos opositores reunidos no "Fórum Comum" que "interrompam as manifestações de rua" e retomem o diálogo sobre as reformas políticas, abandonado quando as autoridades optaram por organizar as eleições legislativas no próximo 27 de abril.

O Movimento Sulista (separatista) também organizou protestos em várias cidades iemenitas, sob os motes "Revolução no Sul" e "Antes morrer livres do que aceitar a ocupação".

Assim como no dia 27 de janeiro, o partido governista Congresso Popular Geral (CPG) havia lançado um apelo à realização de contramanifestações nesta quinta-feira.    

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