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Presidente paraguaio pode retornar a São Paulo para tratamento

Presidente paraguaio pode retornar a São Paulo para tratamento

Atualizado: Segunda-feira, 13 Setembro de 2010 as 4:46

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, pode retornar a São Paulo na semana que vem para exames médicos e poderá submeter-se a sua terceira sessão de quimioterapia para tratar o câncer linfático descoberto em agosto, informou nesta segunda-feira (13) um dos médicos dele.

Lugo, de 59 anos, vem restringindo suas atividades por receio de contrair infecções, já que ficou com as defesas baixas depois da segunda sessão de quimioterapia. Atualmente estão suspensas todas as suas viagens ao exterior, que dependem das informações sobre a evolução de sua doença.

Ele recebeu o diagnóstico de câncer linfático, chamado linfoma não-Hodgking, em agosto. No Brasil, onde realizou exames logo depois do diagnóstico, o presidente paraguaio pode passar por novos exames para verificar se o tratamento está dando resultados.

"Estamos analisando esta probabilidade, já que o presidente deve realizar outros exames", disse o médico de Lugo, Alfredo Boccia, em entrevista a uma rádio paraguaia, ao ser questionado sobre a possibilidade de retornar ao Brasil.

"Ele [Lugo] tem de fazer o Pet scan [um tipo de tomografia] e se isso requerer hospitalização, o mais lógico seria ganhar tempo e fazer as duas coisas juntas", acrescentou o médico.

Boccia disse que Lugo não se sente mal, mas deve restringir suas atividades oficiais para evitar contato com um grande número de pessoas até que recupere as defesas e assim evite uma complicação infecciosa.

"Vemos que ele está bem e não podemos mentir nesta situação porque as pessoas o veem com frequência. Não o estão vendo estes dias porque está com uma baixa em suas defesas. Mas nos próximos dias o verão com boa aparência", disse o médico. "Perdeu o cabelo, nada mais", acrescentou.

A assessoria de imprensa do hospital Sírio-Libanês não confirma a internação do presidente paraguaio.

Quimioterapia

Lugo assumiu o poder em 2008, para um mandato de cinco anos. Desde meados de agosto, ele se submeteu a duas sessões de quimioterapia, sendo a primeira no Sírio-Libanês.

Depois disso, o presidente inaugurou obras, manteve reuniões frequentes com seus ministros e colaboradores e assegurou que a doença não interferirá em suas funções como chefe de estado.

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