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Preso fundador de empresa de silicones adulterados

Preso fundador de empresa de silicones adulterados

Atualizado: Quarta-feira, 7 Março de 2012 as 11:18

O fundador da empresa francesa de próteses mamárias PIP, Jean Claude Mas, pivô de grande escândalo sanitário, foi preso nesta terça-feira (6) na penitenciária marselhesa de Baumettes por falta de pagamento de fiança.

O fundador da Poly Implant Protheses (PIP) foi detido em Marselha (sul) por "lesão corporal culposa" após ser detido em 26 de janeiro na residência de sua companheira, na localidade de Six-Fours-les-Plages.

Também pesa sobre Mas a acusação de homicídio culposo na qualidade de testemunha, já que falta demonstrar a relação entre os implantes mamários e dois óbitos registrados até o momento.

O empresário foi submetido a um controle judicial pela magistrada Annaick Le Goff, que conduz o caso, sob fiança de 100 mil euros, e com a proibição de sair do país e fabricar produtos de beleza.

Mas foi preso nesta terça-feira a pedido da juíza.

Seu advogado não pôde ser localizado na noite desta terça para comentar a prisão do cliente.

A PIP usou ilegalmente no final dos anos 2000 um gel de silicone próprio na maior parte de seus implantes mamários, ao invés de um gel médico homologado até momento de sua retirada do mercado francês, determinada pelas autoridades no começo de 2010.

Diante dos riscos de rupturas e irritações apresentados por estes implantes, o governo recomendou, no final de dezembro passado, que as próteses PIP fossem retiradas de 30 mil mulheres portadoras, medida seguida pelos governos de vários países, inclusive o Brasil.

De 400 mil a 500 mil mulheres podem ter implantes PIP no mundo.

Claude Couty, o outro principal diretor da sociedade, também foi processado no final de janeiro. No fim de fevereiro, três diretores da empresa, liquidada em 2010, foram processados por lesões corporais culposas.

Outro capítulo judicial do escândalo PIP - um processo por "fraude com agravante" - deve ter início no final de 2012 ou em janeiro de 2013, em Marselha. Mais de 2.500 mulheres apresentaram denúncias no âmbito deste caso.

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