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Professor conta como foi o tremor em escola para brasileiros no Japão

Professor conta como foi o tremor em escola para brasileiros no Japão

Atualizado: Sexta-feira, 11 Março de 2011 as 2:17

"As notícias no Brasil chegaram antes de saber como estavam os amigos daqui”, conta Elson Roberto Ito, 41, de Oizumi (Gunma), cidade a cerca de 100 quilômetros de Tóquio. Um forte terremoto de magnitude 8,9 atingiu o Japão nesta sexta-feira (11).

“Essa é uma região com muitos brasileiros, mas por aqui, deu uma acalmada. Acho que o susto maior já passou. Agora precisamos estar preparados para as réplicas que virão”, acrescenta.

O abalo gerou um tsunami (onda gigante com potencial destrutivo) que ameaça países da costa do Oceano Pacífico. O tremor foi o 7º pior da história, segundo o Serviço Geológico dos EUA, e também o pior já registrado na história do Japão.

Professor de uma escola brasileira, Ito estava em aula no momento do terremoto. “O fio de alta tensão que passa aqui perto rompeu e começou a entrar em curto-circuito. Foi um desespero grande”, lembra.

A primeira providência foi juntar os cerca de 90 alunos no pátio da escola. “É um lugar livre de postes e fios. A preocupação também foi de avisar os pais, mas os telefones não funcionavam.”

Agora a preocupação dele é com os amigos que vivem nas áreas mais afetadas pelo terremoto. “Temos amigos que vivem em Miyagi e Fukushima. Ainda não consegui falar com eles”, lamenta o brasileiro que está no Japão desde 1998 e já passou por outros terremotos fortes, como o de Niigata, em 2004. “Sem dúvidas, esse foi bem mais forte.”

Devido ao estacionamento amplo, a escola abriu os portões para que os pais e conhecidos pudessem passar a noite no carro. “Todos os que conseguimos avisar, por telefone ou mensagens nas redes sociais, estão aqui. É preciso que todos estejam juntos.”

Solidariedade é a palavra chave, neste momento, segundo Ito. “Muitos supermercados e lojas de conveniência fecharam e, em alguns lugares, não há energia. O que conseguimos comprar já distribuímos para as crianças.”      

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