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Promotor de Haia vai pedir prisão de 3 autoridades da Líbia por repressão

Promotor de Haia vai pedir prisão de 3 autoridades da Líbia por repressão

Atualizado: Sexta-feira, 13 Maio de 2011 as 12:05

O promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI), Luis Moreno Ocampo, anunciou nesta sexta-feira (13) que vai pedir na segunda-feira aos juízes que emitam ordens de prisão contra "três pessoas que parecem ter a maior responsabilidade" nos crimes contra a humanidade cometidos na Líbia.

"Em 16 de maio de 2011, o escritório do promotor pedirá à câmara preliminar do TPI que emita ordens de captura contra três pessoas que parecem ter a maior responsabilidade nos crimes contra a humanidade cometidos no território líbio desde 15 de fevereiro", afirma um comunicado de Ocampo.

Os nomes das três pessoas não foram revelados.

Menina ferida durante o cerco das tropas de Kadhafi a Misrata aguarda por ambulância nesta quinta-feira (12) no porto de Benghazi, sede dos rebeldes líbios (Foto: AFP)     "Os juízes podem decidir se aceitam o pedido, se o rejeitam ou se pedem informações adicionais ao escritório (do procurador)", completa a nota.

Luis Moreno Ocampo já havia anunciado a abertura de uma investigação por crimes contra a humanidade na Líbia , centrada em oito pessoas, incluindo o ditador Muamar Kadhafi e três de seus filhos.

Diplomacia rebelde

O chefe da diplomacia da rebelião, Mahmud Jibril, está nos EUA para uma visita de vários dias e será recebido na Casa Branca pelo conselheiro do presidente Barack Obama para a Segurança Nacional, Tom Donilon.

Jibril se reuniu na quarta-feira com o presidente da comissão de Relações Exteriores do Senado, John Kerry, que anunciou a preparação de um projeto de lei para permitir o uso pelos rebeldes de alguns bens bloqueados pelo coronel Kadhafi.

Jibril previu a queda do regime de Kadhafi nas próximas semanas e pediu ajuda financeira dos Estados Unidos aos insurgentes.

A secretária de Estado, Hillary Clinton, prometeu ajuda ao povo líbio. Fontes do governo americano indicaram que o auxílio aos insurgentes, a curto prazo, pode superar US$ 150 milhões.

Também no campo diplomático, o presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT, órgão político dos rebeldes), Mustafah Abdeljalil, está em Londres, depois de ter passado por Paris e Roma.

O primeiro-ministro britânico convidou o CNT a abrir em Londres seu primeiro escritório de representação na Europa, além de ter prometido milhões de libras de equipamento para a polícia de Benghazi, reduto dos rebeldes no leste da Líbia, e material de comunicação.

Reino Unido, França e Itália já anunciaram considerar o CNT o interlocutor político legítimo da Líbia.

A ofensiva diplomática acontece no momento em que os rebeldes, estimulados pelo êxito militar no aeroporto de Misrata (oeste), pretendem avançar até Zliten, com Trípoli, situada 200 km ao oeste, também na mira.        

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