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Rebeldes líbios deixam Ras Lanuf após ofensiva de Kadhafi

Rebeldes líbios deixam Ras Lanuf após ofensiva de Kadhafi

Atualizado: Quarta-feira, 30 Março de 2011 as 11:17

Os manifestantes que organizam a revolta armada na Líbia contra o ditador Muammar Kadhafi deixaram a cidade petroleira de Ras Lanuf nesta quarta-feira (30), após pesados bombardeios pelas forças governamentais, e sem os ataques aéreos ocidentais para inclinar a balança a seu favor.

A rápida reversão vem apenas dois dias após os rebeldes terem corrido para oeste ao longo da mais importante estrada costeira.

Na ofensiva geralmente usada pelo governo, tanques e artilharia desencadeiam um feroz bombardeio sobre as cidades e forçam rebeldes a fugir rapidamente. A tática parece ter funcionado outra vez em Ras Lanuf, cidade petrolífera 375 km a leste da capital, Trípoli.

A Líbia enfrenta uma batalha desde a metade de fevereiro, quando manifestações de opositores se intensificaram e se tornaram uma revolta armada pela saída de Kadhafi, há 42 anos no poder. No dia 17 de março, a ONU aprovou uma resolução que permitia quaisquer medidas para evitar um massacre de civis. Logo depois, uma coalizão internacional começou a bombardear o país.

"Kadhafi nos atingiu com foguetes enormes. Ele entrou em Ras Lanuf", disse o rebelde lutador Muftah Faraj, à agência de notícias Reuters depois de se retirar da cidade. "Nós estávamos no portão ocidental e fomos bombardeados", disse outro rebelde, Hisham.     Bastidores

Enquanto as tropas do ditador invertem o avanço rápido dos rebeldes que lutam contra seu governo, numa reunião em Londres, as potências mundiais pressionaram Kadhafi a renunciar.     Na conferência, os 40 governos e organismos internacionais concordaram em prosseguir com o bombardeio aéreo sob a liderança da Otan das forças da Líbia até que Kadhafi cumpra a resolução da ONU que pede o fim da violência contra civis opositores ao regime. No encontro ainda foi criado um grupo de 20 países e organizações, incluindo estados árabes, a União Africana e a Liga Árabe, para coordenar o apoio internacional para uma transição ordenada para a democracia na Líbia.

"Todos nós devemos continuar a aumentar a pressão e aprofundar o isolamento do regime de Kadhafi por outros meios também", disse a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, após a reunião. "Isso inclui uma frente unificada de pressão política e diplomática que torna claro a Kadafi que ele deve ir."     Os Estados Unidos, Grã-Bretanha e o Qatar sugeriram que Kadhafi e sua família poderiam ser autorizados a ir para o exílio se eles aceitaram a oferta de por fim de seis semanas de derramamento de sangue. Washington e Paris também levantaram a possibilidade de armar os rebeldes, apesar de ambos sublinharem que nenhuma decisão tenha sido tomada.

No entanto, o presidente Barack Obama disse à rede de televisão NBC que ele já havia concordado em fornecer ajuda, como equipamentos de comunicação, suprimentos médicos e, potencialmente, auxílio transporte para a oposição da Líbia, mas nenhum equipamento militar.      

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