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Reino Unido não descarta possibilidade de atacar ditador líbio

Reino Unido não descarta possibilidade de atacar ditador líbio

Atualizado: Segunda-feira, 21 Março de 2011 as 10:14

Um dia após o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, classificar como "insensato" matar o ditador da Líbia, o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, não descartou Muammar Kadhafi como alvo dos bombardeios na Líbia, negando-se a "especular" sobre os objetivos e dizendo que tudo dependerá das "circunstâncias".

"Os objetivos deste tipo de ataque estarão sempre de acordo com a resolução das Nações Unidas, e esta, naturalmente, destaca a proteção da população", disse Hague à rádio BBC.

"Não vou entrar em detalhes sobre o que ou quem pode se tornar alvo", acrescentou.     Perguntado se a Grã-Bretanha teria autoridade para matar Kadhafi se ele continuar a atacar o próprio povo, Hague respondeu: "Não vou especular sobre os objetivos (...), isto dependerá das circunstâncias do momento".

O ministro britânico da Defensa, Liam Fox, já havia mencionado no domingo a "possibilidade" de Kadhafi tornar-se alvo da operação "Alvorada da Odisseia", embora o secretário americano da Defesa tenha indicado que esta opção seria "insensata".

Ataque  No domingo, um prédio administrativo do complexo residencial de Kadhafi no bairro de Bab el Aziziya, em Trípoli, foi atingido por um míssil. O prédio, situado a cerca de 50 metros da tenda onde Khadafi recebe geralmente seus convidados importantes, foi totalmente destruído.

Trata-se de um edifício administrativo que foi atingido por um míssil, confirmou o porta-voz do regime, Musa Ibrahim, aos jornalistas estrangeiros.

"Foi um bombardeio bárbaro, que poderia ter atingido centenas de civis congregados na residência de Muammar Khadafi, a cerca de 400 metros do prédio atingido", declarou Ibrahim, que denunciou as "contradições do discurso ocidental". "Os países ocidentais dizem que querem proteger os civis, mas atacam uma residência onde sabem que há civis no interior", disse.      

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