
O presidente da Assembléia-Geral da Organização das Nações Unidas, Miguel DEscoto, defendeu ontem, dia 29 de setembro, a necessidade de democratizar a organização, especialmente com a reforma do Conselho de Segurança, que, segundo ele, será o tema central da ONU nos próximos meses. Ele também defendeu a democratização das instituições financeiras internacionais.
"Se não temos regras democráticas nas Nações Unidas, como podemos cobrar isso do resto do mundo?, questionou, ao encerrar os debates da 63ª sessão da Assembléia-Geral. Durante o encontro, que começou na última terça-feira, dia 23 de setembro, 111 chefes de Estado estiveram na sede das Nações Unidas, em Nova York. D`Escoto lembrou que o debate ocorreu em um momento importante, quando o mundo todo discute soluções para a crise financeira mundial. Para ele, o problema é um reflexo do egoísmo da cultura atual.
O presidente reconheceu a gravidade da turbulência financeira e disse que ela está refletida principalmente na crise de alimentos. "É espantoso que, depois de 63 anos, ainda enfrentamos o fato de que centenas de milhares de pessoas sofrem de fome e desnutrição. Isso é loucura, e reflete o quanto nossas prioridades caíram.
O secretário-adjunto da ONU, Robert Orr, disse hoje que o foco principal do debate foram os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e destacou o aporte de US$ 16 bilhões para cumprir as metas. Orr também destacou os compromissos firmados para o combate à malária, que deverá receber investimentos de US$ 3 bilhões. Segundo ele, as ações de governos, empresas e sociedade civil vão possibilitar que as mortes pela doença, estimadas em 1 milhão por ano, possam ser eliminadas até 2015. "Há seis meses, foi considerado uma fantasia quando o secretário-geral disse que era preciso acabar com as mortes por malária até 2015. Agora, com os compromissos firmados e com os novos recursos que estão sendo empregados, isso não é mais considerado uma fantasia, mas algo possível", disse.
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