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Repressão a protestos na Síria deixa mais 18 mortos, diz ONG

Repressão a protestos na Síria deixa mais 18 mortos, diz ONG

Atualizado: Sábado, 25 Junho de 2011 as 12:52

As forças de segurança sírias mataram 18 pessoas nesta sexta-feira (24) ao abrirem fogo contra manifestações que reuniram dezenas de milhares de opositores ao regime no país, segundo a organização não-governamental Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Desde o dia 15 de março, quando surgiu um movimento de protesto contra o regime do presidente sírio Bashar al-Assad, 1.332 civis e outros  341 policiais e soldados foram mortos, segundo um novo balanço divulgado pela ONG neste sábado (25).

Mulher 'estrangula' boneco feito com foto do presidente sírio

 Bashar al-Assad em protesto feito nesta sexta (24) em

 uma mesquita de Istambul, na Turquia (Foto: Murad Sezer/Reuters)

  Apesar das repressões, os organizadores da página do Facebook "The Syrian Revolution 2011", que impulsiona a onda da contestação, convocaram um novo desafio para 30 de junho em Alep, segunda maior cidade do país, situada a 90 km da Turquia.     Alep é um bastião do regime sírio as autoridades da Turquia -que recebeu quase 12.000 refugiados- temem uma catástrofe humanitária em caso de revolta.

De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, as forças de segurança detiveram entre 70 e 80 manifestantes em Mareh, próximo a Alep, depois de uma manifestação contra o regime feita à noite de sexta-feira (24). No total, a ONG registrou cerca de cem detenções e indicou protestos noturnos em Deir Ezor (leste), Duma (próximo a Damasco), Khableh (noroeste) e Latakia (noroeste).

Nas últimas duas cidades, as forças de segurança revistaram casa a casa durante a noite e foi decretado toque de recolher, segundo ativistas.

Horas antes, dezenas de milhares de opositores realizaram uma passeata, apesar da repressão das autoridades que deixou 18 mortos. Seis pessoas morreram em Kesua, próximo à capital síria; cinco, em Barzé, bairro de Damasco; três, em Homs (centro); e quatro, em uma localidade situada próximo desta última; informaram o Observatório Sírio dos Direitos Humanos e vários ativistas.

'Interferência externa'

A Síria, que enfrenta uma onda de protestos violentamente reprimidos pelo regime do presidente Bashar al-Assad, rejeita qualquer interferência em seus assuntos internos, declarou  o ministro sírio das Relações Exteriores, Walid Muallem. "Rejeitamos qualquer interferência estrangeira. Nós podemos chegar a pontos em comum, apesar das diferenças de pontos de vista. Ninguém do exterior deve nos impor seu ponto de vista", declarou o chanceler sírio em uma entrevista coletiva em Damasco.

A Síria considera as sanções da União Europeia (UE) uma "guerra", destacou o ministro das Relações Exteriores, que afirmou que o país examia a possibilidade de suspender sua participação na União pelo Mediterrâneo.          

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