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Republicanos fazem debatem centrado na política externa dos EUA

Republicanos fazem debatem centrado na política externa dos EUA

Atualizado: Quarta-feira, 23 Novembro de 2011 as 9:28

Os principais aspirantes à candidatura republicana à presidência dos Estados Unidos participaram em mais um debate na última terça-feira (23), centrado na política externa do país e que voltou a mostrar divisões sobre a reforma migratória.

O debate teve questões relacionadas ao desafio representado pelo Irã, a situação na Síria e a ameaça que a China significa a médio prazo para a hegemonia americana.

O ex-presidente da Câmara de Representantes Newt Gingrich, apontado como o novo favorito republicano, segundo as pesquisas mais recentes, afirmou que os Estados Unidos sempre estarão sob o risco de um novo ataque terrorista.

"Todos nós estaremos em perigo pelo resto de nossas vidas", declarou Gingrich. "Temos que estar preparados para nos proteger dos que nos matariam não apenas individualmente se pudessem, mas que eliminariam cidades inteiras", completou.

Pré-candidatos à Presidência pelo partido republicano Herman Cain (esquerda) e o ex-presidente da Câmara de Representantes Newt Gingrich se cumprimentam em debate desta terça (22) (Foto: Jonathan Ernst/Reuters) Gingrich tem 26% de apoio entre os eleitores republicanos, superando o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, até então favorito, segundo uma pesquisa da Universidade Quinnipiac (Nova York) divulgada terça-feira.

O debate aconteceu no Salão da Constituição, um dos principais monumentos da capital americana.

Uma das figuras mais conservadoras do Partido Republicano, Gingrich se mostrou partidário de mais rigor nas medidas antiterroristas, entre elas a Lei Patriota, que concedeu poderes extraordinários ao presidente e foi promulgada por George W. Bush após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Romney defendeu a presença dos militares americanos no Afeganistão, por considerar que uma retirada precipitada pode colocar em risco os investimentos dos Estados Unidos na região.

Ele defendeu a ideia de que uma força considerável deve permanecer em território afegão para tarefas de inteligência e operações de forças especiais.

"Não podemos dizer adeus a tudo o que está acontecendo nesta parte do mundo. Em troca, queremos estimulá-los para a modernidade", afirmou Romney.

Os pré-candidatos também debateram a situação no México e a possibilidade de que ativistas de grupos radicais cruzem a fronteira do país.

Obrigados a exibir um aspecto mais conservador ante um público majoritariamente republicano, os aspirantes não hesitaram em propor mais soldados na fronteira, fornecer ajuda ao México e uma política externa centrada na ameaça de um mundo instável.

O governador do Texas, Rick Perry, insistiu que é necessário enviar tropas e aviões não tripulados à fronteira com o México.

O executivo Herman Cain propôs o aumento da ajuda ao México, que segundo ele é um "Estado falido" para os próprios mexicanos.

Ao mesmo tempo, Romney e o ex-senador Rick Santorum classificaram os regimes hostis aos Estados Unidos na América Latina como possível fonte de ameaças desconhecidas.

Romney citou as informações sobre a presença de células do Hezbollah na América Latina, como na Venezuela e na tríplice fronteira de Argentina, Brasil e Paraguai, apesar da chefe da diplomacia americana, Hillary Clinton, ter descartado que tal presença represente um perigo iminente para os Estados Unidos.

O debate também contou com as presenças de Ron Paul, Michelle Bachmann e Jon Huntsman. Mais uma vez, os republicanos demonstraram divisões sobre a possibilidade de uma reforma migratória integral nos Estados Unidos.          

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