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Republicanos se preparam para competir 'online' em 2012

Republicanos se preparam para competir 'online' em 2012

Atualizado: Segunda-feira, 25 Abril de 2011 as 10:49

Como parte de um plano para reconstruir o movimento popular que o levou à Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, usou o YouTube esta semana para pedir aos seus 19.3 milhões de amigos no Facebook que o acompanhassem e convidassem outras pessoas para um debate que aconteceu na sede do site na quarta-feira - com Mark Zuckerberg ao seu lado.

"Oi, todo mundo", diz Obama no vídeo de de 30 segundos publicado no YouTube na segunda-feira e veiculado em sua página no Facebook. "Eu só quero tomar um minuto para convidá-los para um debate sobre a economia que acontecerá na sede do Facebook nesta quarta-feira, dia 20. Vai ser transmitido ao vivo e eu vou responder a perguntas de pessoas de todo o país”.

Na tarde de terça-feira, mais de 22 mil pessoas haviam se inscrito para participar.

Tudo isso faz parte dos esforços eleitorais de Obama em usar as mídias sociais e outras ferramentas online para conquistar adeptos. Mas ao contrário da última campanha presidencial, os republicanos estão mais preparados para competir online na disputa de 2012, com as suas próprias táticas digitais inovadoras e estratégias de mídia social.     "A noção de que a Internet pertence aos liberais surgiu após a vitória de Obama e se mostrou incorreta", disse Patrick Ruffini, um estrategista político republicano que assessora a pré-campanha de Tim Pawlenty, ex-governador de Minnesota. Ele já trabalhou como consultor digital para a campanha do presidente George W. Bush em 2004 e posteriormente no Comitê Nacional Republicano.

Durante as eleições parlamentares do ano passado os republicanos alcançaram os democratas no uso de tecnologia e redes sociais. Agora, muitos republicanos eleitos para a Câmara e o Senado estão usando essas ferramentas mais do que os democratas, de acordo com diversos especialistas em política e tecnologia.

"Esta será a primeira eleição na história moderna em que ambos os lados entendem o potencial da tecnologia para mudar os resultados", disse Andrew Rasiej, co-fundador do TechPresident.com, um blog que cobre política e tecnologia, e conselheiro digital para os democratas desde a campanha presidencial de Howard Dean em 2004. "Os dois partidos estão prontos para utilizar as plataformas online e deixaram de ser céticos sobre o seu potencial”.

O que os republicanos reconheceram após a derrota do senador John McCain em 2008 é que a estratégia digital de Obama foi profundamente integrada à sua campanha no mundo real. A equipe de Obama usou seu website, emails e mensagens de texto para fazer mais do que transmitir sua mensagem de campanha. As ferramentas facilitaram que as pessoas doassem online, se voluntariassem para ações em campo, especialmente nos Estados da bancada ruralista, e assumissem a responsabilidade por outros aspectos da campanha, como a montagem de grupos de vizinhos para um bate-papo, combate à oposição e a criação de uma aplicação para iPhone da campanha Obama'08.

"Muitas vezes, você aprende mais quando perde do que quando ganha", disse Matt Lira, que trabalhou na equipe digital da campanha presidencial de McCain e que agora é diretor de novas mídias para o deputado Eric Cantor da Virgínia, líder da maioria republicana na Câmara.

Lira disse que, em uma reunião em janeiro de 2009, os republicanos da Câmara assumiram o compromisso de entrar no terreno digital e agir agressivamente durante as eleições parlamentares de 2010 para inscrever candidatos no Twitter e no Facebook. "Você não se torna um possível candidato à Câmara a menos que pretenda fazer um forte uso da web", disse Lira.

Sarah Palin - que recentemente inaugurou um site novinho em folha que permite que seus apoiadores contribuam financeiramente com o seu comitê de ação política - há muito tempo tem uma presença consolidada e robusta no Twitter e no Facebook, onde tem quase 2,9 milhões de fãs.        

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