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Revisão da estratégia dos EUA no Afeganistão deve apontar avanços

Revisão da estratégia dos EUA no Afeganistão deve apontar avanços

Atualizado: Quinta-feira, 16 Dezembro de 2010 as 11:04

 A Casa Branca divulga nesta quinta-feira a revisão da estratégia militar dos EUA no Afeganistão, apontando avanços na luta contra o Taleban, mas destacando também complicados desafios.   O governo já havia sinalizado que a revisão não irá alterar significativamente a estratégia militar. O presidente dos EUA, Barack Obama, quer demonstrar que há avanços suficientes para permitir o início da retirada das tropas em 2011.

Na quarta-feira, ele disse a parlamentares, no que pode ser visto como uma prévia do relatório, que os EUA e seus aliados estão conseguindo avanços graduais na luta contra o Taleban, e por isso manterão a atual abordagem para o conflito.

Mas Obama, que no ano passado determinou o envio de 30 mil soldados adicionais ao Afeganistão, precisa enfrentar o ceticismo de parlamentares e da opinião pública com esse conflito, que já dura nove anos e está em seu momento de maior violência.

"Tem havido sucessos isolados em termos de segurança, mas não um progresso abrangente", disse Caroline Wadhams, especialista em sul da Ásia na entidade Centro para o Progresso Americano. "Toda a dinâmica que está permitindo a insurgência permanece."

Há atualmente 150 mil soldados estrangeiros no Afeganistão sob o comando da Otan, sendo 100 mil norte-americanos. Eles conseguiram conter o Taleban em cidades como Kandahar, e autoridades dizem que, em geral, o impulso da insurgência foi controlado.

Mas o ainda incipiente treinamento das forças afegãs faz com que os êxitos "não possam ser mantidos sem o continuado envolvimento dos EUA, tanto militar quanto financeiro", segundo Wadhams.

Este é o ano mais violento para as tropas ocidentais desde o início da ocupação, em 2001 - quase 700 soldados estrangeiros já morreram neste ano.

Além disso, os insurgentes estão se expandindo de seus redutos tradicionais, no leste e sul, para áreas outrora pacíficas no norte e oeste. Os civis continuam sendo as principais vítimas da guerra.

A revisão estratégica da Casa Branca deve citar também a necessidade de maior cooperação por parte do aliado Paquistão na luta contra os insurgentes que operam na região da fronteira.    

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