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Saída do Canadá do acordo de Kyoto é 'má notícia', afirma governo

Saída do Canadá do acordo de Kyoto é 'má notícia', afirma governo

Atualizado: Terça-feira, 13 Dezembro de 2011 as 1:22

A decisão do Canadá de retirar-se do Protocolo de Kyoto foi considerada uma “má notícia para a luta contra a mudança climática”, declarou nesta terça-feira (13) o ministério das Relações Exteriores da França .

Segundo o porta-voz da chancelaria, Bernard Valero, o anúncio não enfraquece os esforços do governo francês de manter o que foi acordado na COP 17, em Durban, na África do Sul. “O anúncio da saída do Canadá é uma má notícia, mas descartamos deixar de lado nossos esforços e quebrar a dinâmica do acordo de Durban, que cria um acordo coerente”, disse.

Nesta segunda-feira (12), um dia depois de regressar da Conferência do Clima das Nações Unidas, o ministro do Meio Ambiente canadense, Peter Kent, justificou a posição do país alegando que as emissões do Canadá aumentaram consideravelmente e que a nação corria o risco de ter de pagar multas que equivaleriam a US$ 14 bilhões.

Além disso, Kent explicou também que Kyoto, único pacto climático global legalmente vinculante (obrigatório) que está em vigor, não funcionava e que a plataforma adotada pelos 190 países reunidos da COP 17 representava o caminho do futuro.

Como funciona

Criado em 1997, o tratado obriga as nações desenvolvidas do Hemisfério Norte (chamado de Anexo 1) a reduzir suas emissões em 5,2%, entre 2008 e 2012, em relação aos níveis de 1990. Países da Europa já tomaram medidas para reduzir suas emissões.

Por consenso dos países reunidos na cúpula sul-africana, que encerrou no último domingo (11), ele foi renovado por um novo período, que se inicia em 2013 e tem prazo para terminar em 2017 ou 2020 - a data final ainda não foi definida.

O tratado não compreende os Estados Unidos, um dos principais poluidores, e não obriga ações imediatas de países em desenvolvimento, como China, Índia e Brasil.      

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