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Sean Goldman chega ao consulado americano no Rio de Janeiro para ser entregue ao pai

Sean Goldman chega ao consulado americano no Rio de Janeiro para ser entregue ao pai

Atualizado: Quinta-feira, 24 Dezembro de 2009 as 12

O menino S.G chegou, por volta das 8h30 desta sexta-feira, ao consulado americano no Rio de Janeiro, onde encontrou com o pai David Goldman. O Tribunal Regional Federal da 2a região determinou que o garoto deve ficar com o pai biológico e ele deve embarcar para os Estados Unidos ainda nesta quinta-feira.  

O garoto, a família brasileira e o pai americano estão reunidos no consulado. Segundo a porta voz da Embaixada, Orna Blum, todos devem ficar juntos até a entrega oficial do garoto.

Chegada

S.G chegou bastante assustado, acompanhado do padrasto, o advogado João Paulo Lins e Silva, a avó materna, Silvana Bianchi, e o advogado da família, Sérgio Tostes.

A família estacionou o carro próprio na esquina do consulado e foi andando até o local. Diversos jornalistas e cinegrafistas acompanharam o trajeto, que foi marcado por bastante tumulto.

Na entrada, S. ficou o tempo todo agarrado ao padrasto e vestia uma camiseta do Brasil.

O pai do garoto, David Goldmand, que estava hospedado em um hotel em Copacabana, na zona sul do Rio, chegou ao consulado pouco antes das 8h em um carro com escolta policial.

Decisão

Na última terça-feira, o ministro Gilmar Mendes restabeleceu a decisão do TRF, que determinou que o garoto fosse levado aos Estados Unidos, cassando liminar do colega Marco Aurélio Mello, que ordenava a permanência do menino no Brasil.

O TRF havia determinado que o garoto voltasse com o pai para os EUA em 48 horas, contadas a partir da última terça-feira (16/12). Após o parecer de Mendes, o TRF levou em consideração o período entre o anúncio de sua decisão e a divulgação da liminar de Marco Aurélio Mello, marcando o prazo final para a manhã desta quinta-feira.

O caso

S.G. veio para o Brasil em 2004 com a mãe, a estilista Bruna Bianchi. No Brasil, Bruna separou-se de David Goldman, não retornou aos EUA e, posteriormente, casou-se com o advogado João Paulo Lins e Silva. Em agosto de 2008, Bruna morreu durante o parto da segunda filha. De lá para cá, Goldman e Lins e Silva disputam a guarda do menino.

Também nesta quinta-feira, a família materna de S.G. anunciou que não iria recorrer à decisão do STF. ''A guerra acabou'', disse o advogado Sérgio Tostes.

Por Rodrigo de Almeida

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