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Seul faz exercícios, apesar de ameaças

Seul faz exercícios, apesar de ameaças

Atualizado: Terça-feira, 21 Dezembro de 2010 as 10:32

A Coreia do Norte disse que não valeria a pena reagir às "provocações irresponsáveis" da Coreia do Sul, que realizou ontem exercícios militares próximos da fronteira marítima em disputa pelos dois países. O governo de Pyongyang tinha ameaçado com retaliação caso Seul usasse munição real nos exercícios. Mas, horas após, o comando militar norte-coreano recuou.

A simulação na ilha sul-coreana de Yeonpyeong foi uma resposta ao bombardeio norte-coreano do dia 23 que matou quatro pessoas - dois soldados e dois civis sul-coreanos - na mesma ilha, depois de Seul ter realizado exercícios com munição real. As novas manobras deveriam ter ocorrido no fim de semana, mas foram adiadas por causa do mau tempo. O governo ordenou aos moradores da ilha que se refugiassem em abrigos antiaéreos durante os exercícios, que duraram 90 minutos.

Pelo menos 20 militares americanos participaram das simulações de ontem. Os EUA têm protegido a Coreia do Sul desde a Guerra das Coreias, na década de 50. Mais de 28 mil soldados americanos estão instalados em território sul-coreano. Analistas políticos especularam porque o Norte optou por não repetir o ataque de novembro após os exercícios de ontem, realizados a cerca de 15 quilômetros do território norte-coreano. Alguns especialistas acreditam que o inesperado recuo de Pyongyang faz parte de uma estratégia para atrair a Coreia do Sul e os EUA para negociações.

Segundo analistas em Seul, Pyongyang está desesperada para que sejam retomadas as doações de alimentos, interrompidas por Seul neste ano, e quer garantias de segurança de Washington enquanto o ditador Kim Jong-il tenta fazer com que seu filho, Kim Jong-un, seja seu sucessor.

Apesar do debate na ONU no domingo, a Coreia do Sul não estava disposta a cancelar os exercícios. O presidente Lee Myung-bak está sob pressão desde que foi acusado pela opinião pública de não reagir adequadamente ao bombardeio de novembro e ao naufrágio de um navio da Marinha sul-coreana em março, que matou 42 marinheiros. O novo ministro da Defesa, Lee Hee-won, defendeu um ataque em grandes proporções caso Pyongyang volte a atacar. Ele assumiu o cargo após o bombardeio do dia 23 à ilha.    

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