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Sírios fogem para a Turquia temendo repressão do Exército após protestos

Sírios fogem para a Turquia temendo repressão do Exército após protestos

Atualizado: Quinta-feira, 9 Junho de 2011 as 11

Mais de 1.500 sírios fugiram para a Turquia temendo uma repressão do Exército em seu país, disseram autoridades nesta quinta-feira (9), em mais um sinal de que o conflito entre o presidente Bashar al-Assad e os manifestantes está afetando os países vizinhos.

Um porta-voz da agência da ONU para refugiados disse que 1.577 sírios chegaram à Turquia nas últimas 24 horas e estavam abrigados em um acampamento ao norte da fronteira, em Yayladagi.

A opinião pública no Ocidente está chocada com o derramamento de sangue na Síria , no momento em que a população segue o exemplo de outros países árabes para tentar derrubar um governo autocrático. A Grã-Bretanha e a França pediram ao Conselho de Segurança da ONU para que condene Assad, apesar de as potências mundiais não terem demonstrado interesse em qualquer tipo de intervenção militar semelhante ao utilizado contra a Líbia.

Crianças andam em campo de refugiados na cidade de Yayladagi, na fronteira turca (Foto: Osman Orsal/Reuters)

  Moradores na região disseram que cerca de 40 tanques e veículos militares se deslocaram por aproximadamente 7 quilômetros de Jisr al-Shughour, cidade no noroeste da Síria com uma população de 50 mil pessoas. Segundo autoridades, 'gangues armadas' mataram mais de 120 membros das forças de segurança no início da semana na cidade.

Segundo outras informações, militares leais a Assad entraram em confronto com soldados dissidentes que se recusaram a disparar contra civis durante uma manifestação pró-democracia em Jisr al-Shugour na sexta-feira.

A Síria tem proibido a maior parte da mídia independente no país, tornando difícil verificar os dados sobre a violência.

'Jisr al-Shughour está praticamente vazia. As pessoas não vão ficar sentadas para serem massacradas como ovelhas', disse um refugiado que atravessou para a Turquia.

'Manifestações nas vilas ainda estão acontecendo. Mulheres e crianças estão levando flores e gritando 'o povo quer a queda do regime'', disse.          

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