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Soldados americanos trocam trincheiras por computadores

Soldados americanos trocam trincheiras por computadores

Atualizado: Quinta-feira, 21 Maio de 2009 as 12

O uso crescente de computadores, como uma poderosa arma de guerra, tem feito o exército americano investir no treinamento de soldados especializados em tecnologia. Academias militares, que por tradição ensinam estratégias de combate e uso de armas pesadas, agora utilizam técnicas de hackers para defender redes e servidores de maneira mais eficaz.

Na tradicional Academia de West Point, em Washington, nos Estados Unidos, cadetes disputam jogos virtuais de guerra. Na última simulação, em abril, eles trabalharam durante quatro dias, por 24 horas seguidas, para montar uma rede de computadores segura o suficiente para suportar, sem interromper o funcionamento, o ataque de hackers, que no exercício eram especialistas da Agência Nacional de Segurança (NSA).

Para dificultar a tarefa dos jovens soldados, agentes implantaram vírus em alguns equipamentos, já que na vida real esta é uma das principais ameaças em computadores em todo o mudo. Além de especialistas em Tecnologia da Informação do Exército, participaram da competição times da Marinha e Aeronáutica.

A importância do evento cibernético na West Point é apenas uma evidência da seriedade com que os militares americanos estão tratando ataques por computador. O perigo de informações serem interceptadas pela internet é tão crescente, que o Exército criou no ano passado um departamento específico para o setor, onde muitos cadetes sonham atuar.

O Departamento de Defesa forma 80 estudantes, por ano, especializados em tecnologia. Mas o orçamento do Pentágono prevê um aumento para quatro vezes mais, em até dois anos. Alguns dos alunos que participaram, no mês passado, do último treinamento com jogos de guerra virtuais vão embarcar em breve para uma missão real no Afeganistão.

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