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'Somos a voz que não pode ser ouvida do Irã', diz cineasta Maziar Bahari

'Somos a voz que não pode ser ouvida do Irã', diz cineasta Maziar Bahari

Atualizado: Sexta-feira, 1 Abril de 2011 as 11:48

Em 21 de junho de 2009, o jornalista e cineasta iraniano Maziar Bahari foi acordado por policiais na casa de sua mãe, em Teerã, e levado sem explicações para o temido presídio Evin, que durante décadas serviu para recolher e torturar inimigos do regime no Irã. Dias e inúmeros interrogatórios depois, descobriu a acusação que pesava contra ele: trabalhar como "espião para a CIA, o MI6, o Mossad e... a 'Newsweek'".

Correspondente desde 1998 no país para a revista norte-americana, colocada por seus interrogadores no mesmo balaio que os serviços de inteligência dos EUA, Reino Unido e Israel, Bahari tinha ainda contra si uma prova irrefutável de sua colaboração com os agentes secretos ocidentais. Aparecia em um vídeo conversando em um café com um homem que usava óculos escuros e lenços palestinos, "vestido como um espião", concluíram as autoridades iranianas. Mas a gravação em questão era parte de uma reportagem que o programa humorístico do apresentador americano Jon Stewart gravou em Teerã semanas antes das controversas eleições de 2009.

- Ele está fingindo que é um espião. É parte de um programa de comédia, respondeu Bahari aos interrogadores após ser confrontado com o vídeo.

- Diga a verdade!, rebateu um deles . O que é tão engraçado em sentar-se em uma cafeteria usando um lenço e óculos de sol?

- É só uma piada. Nada sério. Só bobagem. Espero que não esteja sugerindo que ele seja um espião de verdade...

Sim, estava. E justamente por isso, Bahari acabou preso e torturado, durante "118 dias, 12 horas e 54 minutos" - título da reportagem que escreveu depois para a "Newsweek" , da qual o diálogo acima foi extraído. Convidado para integrar o júri internacional da 16ª edição do festival de documentários É Tudo Verdade, que abre para o público nesta sexta (1º) em São Paulo e no sábado no Rio, Maziar Bahari, hoje com 43 anos, reconhece por que pode ter sido considerado uma pedra no sapato do regime de Mahmoud Ahmadinejad.

Cena de 'Uma odisseia iraniana' mostra grupo de lutadores transformados em milícias que ajudaram no golpe de 1953 armado pela CIA (Foto: Divulgação)

  "O fato é que eu era um repórter, tinha feito filmes, era correspondente da revista 'Newsweek', e era bem conhecido entre os documentaristas iranianos e os jornalistas", diz em entrevista por telefone ao G1 , de Londres, onde passou a viver depois de deixar o Irã aos 19 anos e estudar jornalismo no Canadá. "Pelo que me foi dito, por fontes diferentes, eles só queriam dar uma lição e mandar um recado a diversas pessoas: se você fizer isso, é isso o que faremos com você. Eles queriam incriminar políticos reformistas e pessoas que já estiveram no governo mas que mudaram suas ideiais, e queriam incriminá-los através de mim, forçando-me a dizer que fui eu quem os coloquei em contato com agentes internacionais", explica.     Considerado por muitos como uma voz equilibrada nas questões relativas ao Oriente Médio, Bahari tem em seu currículo uma dezena de documentários que vão desde retratos sobre diversos líderes e episódios da história iraniana, passando por reportagens sobre Aids na África até um filme sobre o drama de um grupo de judeus que deixou a Alemanha nazista na década de 30 e teve o desembarque negado em diversos países do contintente americano.

"Cresci em uma família muito politizada. Meu pai era comunista e todo mundo na minha família tinha envolvimento em movimentos libertários. Por isso acabei crescendo com uma conscientização política e sempre tentei ficar do lado dos fracos, das pessoas que não têm uma voz, e acho que, ao explorar diferentes temas ao redor do mundo, estou tentando dar voz a essas pessoas cujas histórias ainda não foram ouvidas", defende.     Mais do que dar voz aos excluídos, no entanto, seus dois documentários mais recentes - que têm suas primeiras sessões já neste final de semana no É Tudo Verdade - tentam jogar luz sobre um passado recente ao qual iranianos e mesmo espectadores do lado de cá do planeta nem sempre têm acesso. Ou, ao menos, acesso a todos os lados da história.

É sobre eles - e também sobre a situação atual no Irã e seu reflexo nas revoltas árabes que têm pipocado em países como Egito, Líbia, Tunísia, Síria e Bahrein - que Bahari falou na entrevista reproduzida a seguir.

G1 - Você está trazendo ao Brasil dois de seus filmes mais recentes - "A queda de um xá" e "Uma odisseia iraniana". Como acha que eles podem ajudar a entender o ambiente político e social atual no Irã?

Maziar Bahari - Dizem que a história se repete, às vezes como tragédia, às vezes como comédia. Em países como o Irã, onde as pessoas têm uma memória muito longa de distúrbios, acho que saber o que ocorreu no passado pode realmente ajudar a entender o que está acontecendo agora. Pensando na relação entre o Irã e o Ocidente, entre as pessoas que comandaram o Irã no passado e o Ocidente, e o modo como os países ocidentais e a Rússia interferiram no Irã, você pode entender os ressentimentos genuínos do povo iraniano, mas ao mesmo tempo pode entender o modo como este governo manipula esses ressentimentos.

Por exemplo, no meu filme sobre o golpe de 1953 apoiado pela CIA, "Uma odisseia iraniana", nós falamos sobre a oposição americana e britânica à nacionalização do petróleo iraniano. Isso foi liderado pelo [então primeiro-ministro] Mohammad Mossaddegh, um político nacionalista secular, que naquela época foi criticado pelas autoridades religiosas, incluindo gente como o Aiatolá Khomeini, que era então um jovem clérigo.

Mas 60 anos depois, pessoas como Ahmadinejad e este governo estão usando os ressentimentos genuínos que os iranianos têm contra a interferência ocidental no país para promover seu programa nuclear. Eles não estão dizendo aos iranianos que querem desenvolver um programa nuclear por hegemonia regional, eles dizem que querem promover avanços científicos e que o Ocidente, como em 1953, é contra nossos avanços.

Acho que você pode aprender muito sobre a psiquê do iraniano e também sobre o que aconteceu no passado ao assistir a esses filmes.

O xá Mohammad Reza Pahlavi com sua 2ª esposa, Soraya, em cena de 'A queda de um xá'. Segundo diretor, documentário 'neutro' deixou iranianos confusos (Foto: Divulgação)

  G1 - Os créditos dos dois filmes trazem 2009 e 2010 como anos de produção ou de lançamento. Mas, desde outubro de 2009,  quando foi libertado da prisão de Evin, você não pode voltar ao Irã. Como conseguiu realizar esses projetos sem estar fisicamente no país? Eles já foram exibidos em TVs iranianas ou árabes?

Bahari - Gravei as entrevistas dos dois filmes em 2008 e editei no final de 2008, início de 2009. "A queda de um xá" foi exibido na BBC, em 2009, perto do aniversário de 30 anos da Revolução Iraniana, e "Uma odisseia iraniana" deveria ter sido mostrado em agosto de 2009. Eu planejava ir ao Irã para gravar as eleições [em junho] e depois voltar para finalizar o filme, o que, como você sabe, não foi possível porque eu fui preso. Então, o filme foi finalizado em 2010 quando consegui voltar para Londres e depois exibido na BBC em agosto daquele ano.

Os dois foram exibidos na BBC Persa e vistos por milhões de pessoas, até onde eu sei, porque recebi muitos comentários de gente de dentro do Irã. Sei também que há cópias ilegais circulando por lá e também no YouTube, por pessoas que gravaram da TV e postaram no site.

G1 - E que tipo de reações eles provocaram no Irã?

Bahari - Não recebi nenhuma reação realmente negativa sobre o filme. De certo modo, algumas pessoas ficaram um pouco confusas, porque lá você geralmente tem só um ou outro lado da história: seja o lado do governo, que mostra o Aiatolá Khomeini como um herói e culpa o xá por tudo, ou, do outro lado, há filmes feitos pelos apoiadores do xá que o mostram como um homem sem falhas e defendem que não havia problemas no país naquela época. Então, as pessoas não entendiam por que o filme era tão neutro. Mas a maioria das reações foi positiva, especialmente das pessoas mais jovens, que são de verdade o meu público alvo.

G1 - Você foi preso sob a acusação de ser um "espião para a CIA, o MI6, o Mossad e a 'Newsweek'" e por colaborar no que foi chamado de a "revolução de veludo". O que exatamente você estava fazendo que o colocou em apuros com as autoridades?

Bahari - O fato é que eu era um repórter, tinha feito inúmeros filmes, era correspondente da revista 'Newsweek', e era bem conhecido entre os documentaristas iranianos e os jornalistas. Pelo que me foi dito, por fontes diferentes, eles só queriam dar uma lição e mandar um recado a diversas pessoas: se você fizer isso, é isso o que faremos com você. Eles queriam incriminar políticos reformistas e pessoas que já estiveram no governo mas que mudaram suas ideiais, e queriam incriminá-los através de mim, forçando-me a dizer que fui eu quem os coloquei em contato com agentes internacionais.     G1 - Você certamente não é o único nem o primeiro jornalista, cineasta ou artista a ser preso ou acusado de traição pelo regime iraniano atual. Um exemplo que vem imediatamente à cabeça é o do cineasta Jafar Panahi ...

Bahari - Há muitos, muitos outros. Quase 200 jornalistas foram presos e soltos, alguns ainda estão na prisão no Irã, e essas são as pessoas que escrevem em persa e não eram conhecidas pela comunidade internacional. Elas são as vítimas de verdade.

Jafar é um cineasta famoso, seu nome foi mencionado por Juliette Binoche no Festival de Cannes , houve protestos internacionais por ele. Eu sou um jornalista conhecido, tive campanhas de gente da "Newsweek" e da mídia internacional. Mas a maioria dos outros jornalistas não tem a chance que nós tivemos, e por isso estão sofrendo muito mais do que nós.

G1 - O que você soube sobre a proibição - negada pela embaixada do país no Brasil - dos livros do escritor brasileiro Paulo Coelho no Irã?

Bahari - Isso aconteceu só depois que eu saí [de Teerã]. Porque o editor dos livros do Paulo é o médico que testemunhou o assassinato de Neda Soltan [jovem ativista morta durante os protestos contra as eleições de junho de 2009] no Irã. Ele vive aqui em Londres. Eles também estavam dizendo que Paulo Coelho é um agente dos sionistas (risos). Na verdade, eu conheci o Paulo quando ele veio ao Irã. É um sujeito muito legal. Mas não sou grande fã de seus livros...

G1 - Existe algo nos livros de Paulo Coelho que você acredite que possa ser visto como uma ameaça ao Irã e seus valores?

Bahari - Eu acho que dizer que os livros de Paulo Coelho são uma ameaça a qualquer coisa é o mesmo que dizer que música de elevador também é ameaça a qualquer coisa. Os livros do Paulo Coelho são café-com-leite, como refrigerante, são apenas para o consumo de massa, uma maneira de algumas pessoas se sentirem melhor. Dizer que Paulo Coelho é uma ameaça a qualquer um é tão ridículo quanto dizer que George Michael é um agente de Israel... ou que um comediante da TV é, na verdade, um espião.

G1 - Paralelamente ao endurecimento do regime, têm surgido projetos como "Persépolis" , de Marjane Satrapi, "Ninguém sabe dos gatos persas" , de Bahman Ghobadi, e mais recentemente "A onda verde", de Ali Samadi Ahadi, que também será exibido no É Tudo Verdade, no Brasil. Qual é a importância dessas iniciativas para revelar o que se passa no país e ajudar a trazer a democracia ao Irã?

Bahari - "Persépolis" e "A onda verde" são filmes que foram feitos por iranianos fora do país, por pessoas que não podem voltar ao Irã por diferentes motivos, e sinto empatia por eles. Nós temos de ser a voz das pessoas cuja voz não pode ser ouvida do Irã. É difícil, para nós, que não podemos voltar ao país ou fazer filmes lá, mas em ambos você está ouvindo uma voz que existe dentro do Irã, mas que não pode ser verbalizada a partir de lá.

Quanto ao filme de Bahman, "Ninguém sabe dos gatos persas", é uma situação diferente. Bahman filmou dentro do Irã e nós vimos ali, talvez, os últimos lampejos de tolerância no Irã com a contracultura. Por isso, acho que o filme do Bahman é um documento histórico que mostra algo muito importante na história iraniana. Mas infelizmente Bahman se juntou recentemente ao grupo de pessoas que não podem voltar mais ao Irã e está fazendo seu filme na Turquia agora.

G1 - Durante as semanas e dias que antecedaram as eleições presidenciais de 2009 no Irã era possível perceber um clima de esperança nas ruas de que as coisas finalmente iriam mudar para o bem. Mas a derrota do candidato reformista Mir-Houssein Mossauvi e o contra-ataque das milícias políticas e religiosas pró-Ahmadinejad trouxeram uma nova onda de frustração e desapontamento. Quanto tempo acha que vai levar até que os iranianos comecem a reagir e tentar novamente trazer a mudança política ao país?

Bahari - É muito difícil saber o que vai mudar, como vai mudar e quando vai mudar no Irã. Os iranianos são um povo muito imprevisível. Mas de uma coisa a gente pode ter certeza: que esta situação no Irã é insustentável. Isso vai mudar. Se será neste ano, como disse George Soros, se será nesta década, como dizem outros, ou se em 20 ou 30 anos, eu não sei.

Muitos dos elementos de regimes corruptos que existem na Tunísia, no Egito, no Bahrein e na Líbia existem no Irã também: o desemprego, as historicamente elevadas taxas de inflação, um regime autocrático no poder, uma geração mais jovem que não está feliz com a situação e vai se rebelar contra o sistema... Mas há diferenças também. Na Tunísia e no Egito, o governante era apoiado pelo Ocidente. No Irã, essa situação não existe. O governo iraniano é menos confiável para a comunidade ocidental do que o Egito ou a Tunísia.

Cena do filme 'A queda de um xá', que narra trajetória de Mohammad Reza Pahlavi (à direita), monarca que governou o Irã do golpe de 1953 até a Revolução Islâmica de 1979 (Foto: Divulgação) E os iranianos têm a memória coletiva da Revolução de 1979, que resultou num desastre e num governo desastroso. As pessoas estão mais relutantes em partir para a ação sem saber exatamente quais serão os resultados. É por isso que vemos essa hesitação entre a população iraniana que não vemos, por exemplo, no Egito, na Tunísia, na Líbia, no Bahrein ou na Síria. Mas não é uma situação sustentável, e nós vamos mudar, de um jeito ou de outro.

G1 - Não vê um risco de que as revoltas árabes de agora possam acabar trazendo não democracia mas novos governos comandados por radicais religiosos a esses países?

Bahari - Não acho. Eu vou para a África do Norte assim que voltar do Brasil e vou poder tirar minhas próprias conclusões, mas o que tenho ouvido de colegas jornalistas é que as pessoas não desejam estabelecer um governo islâmico nesses países. E um dos motivos para eles não quererem um governo islâmico é que a experiência no Irã fracassou. Khomeini subiu ao poder prometendo distribuir riqueza, limpar e criar uma sociedade justa. E nós vemos o oposto: há um grande vácuo entre ricos e pobres no Irã, o povo sofre com pobreza, vício em drogas, prostituição. Em termos de prestígio internacional o Irã não tem nada do que se gabar. Acho que o governo iraniano sairá como perdedor nessa mudança democrática no Oriente Médio.

G1 - A posição oficial do Brasil com relação ao regime iraniano tem sido controversa nos últimos anos. O governo Lula apoiou o direito do Irã de pesquisar energia nuclear, mas ao mesmo tempo se opôs à pena de morte por apedrejamento de Sakineh Ashtiani. Lula foi bastante criticado por tentar tratar Ahmadinejad como um parceiro político no Oriente Médio, enquanto que a presidente Dilma Rousseff acabou de receber elogios por condenar violações dos direitos humanos noa país. O que pensa disso - acha que as duas posições podem coexistir?

Bahari - Essa situação da Turquia e do Brasil com o Irã tem a ver com o fato de se tratarem de potências emergentes. O caso do Brasil é ainda mais especial por ser uma potência latino-americana que foi dominada por ditadores pró-Ocidente por muito, muito tempo. Acho que os enganos que foram cometidos na América Latina e no Brasil pelos Estados Unidos criaram uma aversão contra as políticas norte-americanas na região e no mundo.     Mas acho que depois que Lula se encontrou com Ahmadinejad e o governo brasileiro lidou com oficiais de Ahmadinejad eles perceberam que esse não é um governo confiável e que seu antiamericanismo não é confiável. Um povo que brutaliza seu próprio povo não pode ser confiado. Quando o governo iraniano se coloca contra Abu Ghraib ou Guantánamo há muitas outras prisões no Irã onde as atrocidades são bem piores do que essas.

E é por isso que em uma entrevista em Lisboa nesta semana, Lula apoiou o envio de um relator de direitos humanos ao Irã . Acho que é uma lição que o governo brasileiro aprendeu lidando com o Irã.

E quanto a Dilma Rousseff, com o histórico de vida dela, acho que seria muita controvérsia, um errp, apoiar um regime  composto por preceitos religiosos que não têm respeito pelos direitos humanos ou pelas mulheres.

G1 - Por fim, sabe-se que o Irã não é o único tema de seus filmes. Você já fez documentários sobre a epidemia de Aids na África do Sul e também "The voyage of Saint Louis", que resgata o drama de judeus expatriados tentando fugir da Alemanha nazista. Que elementos comuns existem nessas histórias que, de certa maneira, permeiam todo o seu trabalho como jornalista e cineasta?

Bahari - Cresci em uma família muito politizada. Meu pai era comunista e todo mundo na minha família tinha envolvimento com movimentos libertários. Por isso acabei crescendo com uma conscientização política e sempre tentei ficar do lado dos fracos, das pessoas que não têm uma voz, e acho que, ao explorar diferentes temas ao redor do mundo, estou tentando dar voz a essas pessoas cujas histórias ainda não foram ouvidas. Podem ser alguns judeus na Alemanha, vítimas de genocídio no Burundi ou Ruanda ou da Aids na África do Sul.

16º Festival É Tudo Verdade

"Uma odisseia iraniana", de Maziar Bahari (2010)

São Paulo: Cine Livraria Cultura (Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073), nesta sexta-feira (1º), às 15h, e no dia 6 de abril, às 17h

Rio de Janeiro: Unibanco Arteplex (Praia de Botafogo, 316), no dia 4 de abril, às 19h; Espaço Museu da República (Rua do Catete, 153), no dia 8, às 14h

"A queda de um xá", de Maziar Bahari (2009)

São Paulo: Cine Livraria Cultura (Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073), nesta sexta-feira (1º), às 17h, e no dia 6 de abril, às 19h

Rio de Janeiro: Unibanco Arteplex (Praia de Botafogo, 316), neste sábado (2), às 13h; Espaço Museu da República (Rua do Catete, 153), neste domingo (3), às 16h

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