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Tortura é comum nas prisões do Iraque, dizem fontes de segurança

Tortura é comum nas prisões do Iraque, dizem fontes de segurança

Atualizado: Terça-feira, 8 Fevereiro de 2011 as 1:53

Insurgentes sunitas e milicianos xiitas são torturados de forma rotineira ou agredidos pelas forças de segurança iraquianas durante depoimentos e no começo de suas detenções, denunciaram militares iraquianos.

Seis militares iraquianos, incluindo autoridades de alto escalão, além de ex-detentos e advogados, disseram à Reuters que os prisioneiros são espancados, pisoteados ou amarrados pelas mãos durante a detenção e os interrogatórios preliminares.

Suspeitos são agredidos e pisoteados quando resistem à detenção e às vezes são torturados quando provocam os interrogadores ao demonstrar "prazer" ou "orgulho", disse à Reuters um militar de alto escalão, familiar com as prisões de Bagdá.

"Alguns suspeitos sentem prazer com os detalhes narrativos de como eles assassinaram suas vítimas. Em resposta, alguns dos investigadores dão tapas ou chutam, ou dão ordens para que sejam pendurados (pelos braços)", disse ele, pedindo anonimato por ser um assunto sensível.

O Conselho Supremo da Justiça recebeu mais de 400 reclamações no ano passado de detentos e suas famílias, acusando interrogadores militares iraquianos de tortura e abusos. O tribunal acatou apenas 90 por cento dos casos para lançar uma investigação.

O Ministério das Relações Exteriores do Iraque, respondendo às informações obtidas pela Reuters, disse que equipes de inspeção ainda registram casos de abuso durante visitas às prisões, mas que os números estavam diminuindo.

"Casos de violação são irregularidades... não um fenômeno... não é sistemático, mas um número bem limitado de casos individuais", disse o porta-voz do ministério Kamil Amine.    

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