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Tropas britânicas podem iniciar retirada afegã no início de 2011

Tropas britânicas podem iniciar retirada afegã no início de 2011

Atualizado: Terça-feira, 7 Dezembro de 2010 as 9:56

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse nesta terça-feira, durante visita surpresa ao Afeganistão, que está confiante na possibilidade de que as tropas britânicas comecem a deixar o país no começo de 2011.

A Grã-Bretanha tem o segundo maior contingente estrangeiro no Afeganistão. Cameron, em sua sexta visita ao país, previu que as tropas britânicas deixarão suas tarefas de combate até 2015.

Não é a primeira vez que Cameron fala do desejo de iniciar a retirada em 2011, mas seus comandantes militares sempre tentam minimizar a hipótese de uma grande retirada já no começo do ano que vem, dizendo que isso dependeria das condições de combate das forças afegãs e de outras condições no terreno.

"O que vi nesta visita me dá confiança de que nossos planos para a transição serão alcançáveis a partir do começo do ano que vem", disse Cameron em entrevista coletiva em Cabul.   Enquanto isso, o secretário norte-americano de Defesa, Robert Gates, desembarcava na base aérea de Bagram, ao norte da capital afegã, onde o presidente Barack Obama esteve dias atrás. Obama atualmente está realizando uma revisão da estratégia no conflito junto com os membros do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca.

Numa conferência no mês passado em Lisboa, líderes da Otan concordaram com o cronograma proposto pelo governo afegão para que as tropas estrangeiras encerrem suas atividades de combate até o final de 2014. Mas alguns funcionários dos EUA e da aliança ocidental dizem que tais tarefas podem se prolongar até 2015.

O documento adotado na cúpula da Otan enfatiza a necessidade de que os policiais e militares afegãos estejam preparados para assumir a tarefa. Alguns comandantes estrangeiros admitem que há problemas para treinar, equipar e manter esses soldados e policiais, e que será difícil cumprir a meta de elevar o contingente local de 260 mil para 306 mil homens até outubro de 2011.

O governo britânico, no entanto, parece mais otimista. O chefe do Estado-Maior da Defesa, general David Richards, salientou que as decisões da Otan estão "baseadas em condições", mas acrescentou: "Olhando o progresso que já fizemos, estive aqui há só três meses, é bastante astronômico como as coisas estão se juntando rapidamente."

Comandantes norte-americanos também relatam progressos no combate aos militantes islâmicos desde setembro, quando os EUA completaram a mobilização de 30 mil soldados adicionais para a guerra.

Os EUA agora têm cerca de 100 mil soldados no Afeganistão, de um total de cerca de 150 mil militares estrangeiros.      

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