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Turquia promete vingar ataques curdos que mataram 26 militares

Turquia promete vingar ataques curdos que mataram 26 militares

Atualizado: Quarta-feira, 19 Outubro de 2011 as 9:37

Vinte e seis soldados turcos morreram em ataques de rebeldes curdos executados de maneira simultânea na madrugada desta quarta-feira (19) contra postos militares na fronteira com o Iraque.

O governo já anunciou represálias, com bombardeios aéreos e operações terrestres. O presidente turco, Abdullah Gul, disse que a vingança será "muito grande".

Os ataques de ativistas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, ilegal no país) aconteceram nas localidades de Cukurca e de Yuksekova, na província de Hakkari.

A aviação turca bombardeou refúgios dos rebeldes curdos na região norte do Iraque, em particular na região de Qandil, principal base de retaguarda do PKK nas motanhas iraquianas.

Ancara acredita que 2.000 rebeldes do PKK estão entrincheirados no norte iraquiano e que a partir desta região eles entram no território iraquiano para executar ataques.

Tropas turcas entraram por dois pontos no Iraque para perseguir rebeldes curdos. As unidades de comando têm o tamanho de um batalhão, o que na Turquia compreende entre 600 e 1.000 soldados.

Depois de um período de calma, no último verão (hemisfério norte), o PKK intensificou consideravelmente os ataque e a Turquia ameaçou com uma intervenção militar contra os refúgios dos rebeldes no Curdistão iraquiano.

A aviação turca bombardeia de maneira regular os esconderijos do PKK nas montanhas iraquianas, mas analistas destacam a necessidade de uma incursão terrestre para atacar as bases de retaguarda deste movimento, que é considerado terrorista pela Turquia e por vários países.

Analistas destacaram que este é o ataque mais grave ao Exército turco em apenas um dia desde que o PKK iniciou a luta armada, em 1984.

Eles reivindicam a independência dos mais de 12 milhões de curdos que vivem no país e, desde então, cerca de 45 mil pessoas morreram na guerra não declarada entre forças de segurança turcas e rebeldes curdos.

O grupo é considerado terrorista por Turquia, União Europeia e Estados Unidos.    

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