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Ultra-sonografia de aborto convence diretora de clínica a se demitir

Ultra-sonografia de aborto convence diretora de clínica a se demitir

Atualizado: Quinta-feira, 19 Novembro de 2009 as 12

A diretora da clínica de aborto da Federação de Planejamento Familiar do Texas onde se originou a campanha 40 Dias pela Vida se demitiu, dizendo que teve uma experiência de conversão depois de assistir a um vídeo de ultra-sonografia de uma criança sendo morta pelo aborto.

"Cheguei à conclusão de que não posso mais fazer isso, e foi como se um relâmpago tivesse me atingido", disse Abby Johnson numa entrevista ao canal de TV local KBTX 3.

Johnson estava ligada à clínica da Federação de Planejamento Familiar da cidade de Bryan há oito anos, e trabalhou como diretora por dois. Ela disse ter começado a se sentir incomodada com a filosofia de negócios da federação depois que a organização, que estava sofrendo declínio econômico, a orientou a tentar atrair para a clínica mais mulheres interessadas em abortar. "O dinheiro não estava sendo investido em planejamento familiar, o dinheiro não estava sendo investido para prevenir, o dinheiro estava sendo investido na realização de abortos. Portanto, vi um problema nisso", disse Johnson.

Mas o momento decisivo para Johnson ocorreu quando ela viu uma real imagem de ultra-som de um aborto sendo realizado num bebê em gestação.

"Sinto-me tão pura no coração. Não tenho essa culpa. Não tenho esse peso mais", disse Johnson. "E é assim que sei que essa conversão foi uma conversão espiritual".

Johnson se demitiu em 6 de outubro, perto do início da sexta campanha anual 40 Dias pela Vida em Bryan, e desde então ela se uniu à Coalizão pela Vida local para começar a orar perto de seu antigo lugar de trabalho. A Coalizão pela Vida é a organização local que iniciou 40 Dias pela Vida, a campanha nacional de oração e jejum que estava em andamento quando Johnson se demitiu.

"Essa é de longe a coisa mais maravilhosa que aconteceu com a Coalizão pela Vida em sua história inteira? agradecemos a Deus!" escreveu Shawn Carney, diretora da Coalizão pela Vida que vem trabalhando com Johnson desde sua demissão no site da organização.

David Bereit, diretor nacional de 40 Dias pela Vida, disse que a "conversão maravilhosa de Johnson demonstra a importância de uma presença constante e pacífica de oração em frente das clínicas de oração".

"Desde a primeira campanha em 2004 estamos orando por Abby - e por todos os que trabalham fazendo abortos - para que eles venham a ver o que o aborto realmente é, e para que eles saiam desse negócio assassino. Nesse caso, essas orações foram respondidas", disse Bereit. "Estamos tão orgulhosos da coragem de Abby de sair da indústria do aborto e anunciar publicamente seus motivos para sair".

O testemunho dela está recebendo ampla atenção depois que foi postado no site do Drudge Report hoje.

A Federação de Planejamento Familiar reagiu com ações legais na sexta-feira entrando com uma ordem judicial de proibição, buscando impedir Johnson e a Coalizão pela Vida de revelar informações confidenciais. "Lamentamos ser forçados a recorrer aos tribunais para proteger a segurança e confidencialidade de nossas clientes e funcionários. Contudo, nesse caso é absolutamente necessário", disse a federação num comunicado.

Uma audiência judicial para a ordem de proibição foi marcada para 10 de novembro.

Johnson é um dos oito funcionários da indústria de aborto que deixaram seus empregos durante a quinta campanha coordenada 40 Dias pela Vida que terminou ontem em 212 cidades. Dos oito, ela ocupava a posição mais elevada. Outros que largaram seus empregos nas clínicas incluíam enfermeiras, secretárias e guardas de segurança.

Além disso, uma clínica de aborto da Federação de Planejamento Familiar em Kalispell, Montana, anunciou que encerrará suas atividades em 20 de novembro, citando declínio nos negócios como o motivo para o fechamento. Essa clínica foi o local de uma vigília de oração de 40 Dias pela Vida nesta última primavera.

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