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Um ano depois, Medvedev diz que assassino de ativista foi identificado

Um ano depois, Medvedev diz que assassino de ativista foi identificado

Atualizado: Quinta-feira, 15 Julho de 2010 as 2:56

O presidente russo, Dmitri Medvedev, afirmou nesta quinta-feira que os investigadores identificaram o assassino da defensora dos Direitos Humanos Natalia Estemirova, morta há um ano. Ele não revelou o nome do criminoso, mas disse que foi lançada uma busca internacional.

"O executor do assassinato, o assassino, foi desmascarado e identificado", afirmou Medvedev, ao término de uma entrevista coletiva à imprensa em Ecaterimburgo, ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel.

Presidente russo, Dmitri Medvedev, ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel, durante coletiva de imprensa

Estemirova, 50, militante premiada, denunciava o prosseguimento dos crimes de guerra na Tchetchênia, país oficialmente pacificado, e era grande crítica do líder regional Ramzan Kadyrov, apoiado pelo Kremlin.

A ativista, representante da organização não-governamental Memorial na Tchetchênia, foi sequestrada no dia 15 de julho de 2009, em Grozny. Ela foi encontrada morta poucas horas depois, na Inguchétia, uma república vizinha no instável norte do Cáucaso.

"Está sendo realizada uma investigação, não só para estabelecer quem é o assassino, como também para saber quem ordenou este terrível crime", acrescentou o mandatário. "É falso dizer que não há investigação.

A investigação avança a toda velocidade. Mas, nestes casos, não há resultados rápidos se a pessoa não for presa em flagrante delito".

Mais cedo, Merkel havia ressaltado "a grande importância" do caso Estemirova. Crítica do tratamento do Kremlin em relação a ativistas, Merkel lembrou que, em questões de direitos humanos, "há claramente diferenças de opinião entre os dois países".

O assassinato de Estemirova foi condenado pelos líderes ocidentais e ativistas de direitos humanos, que viram na lentidão da investigação um sintoma da corrupção e falta do cumprimento das leis.

A Anistia Internacional disse que a demora "levanta preocupações sobre a falta vontade política na investigação".

O assassinato de Estemirova é um de uma série de crimes não solucionados contra jornalistas e ativistas de direitos humanos na Rússia.

Em 2006, uma amiga de Estemirova, a jornalista opositora Anna Politkovskaya, foi morta em um caso ainda sem solução.

A Memorial planeja uma marcha nesta quinta-feira, em Moscou, para pedir às autoridades que solucionem seu assassinato.

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