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Unasul deve se reunir para discutir rompimento de Venezuela e Colômbia

Unasul deve se reunir para discutir rompimento de Venezuela e Colômbia

Atualizado: Sexta-feira, 23 Julho de 2010 as 9:45

O presidente do Equador, Rafael Correa, que também preside temporariamente a Unasul (União de Nações Sul-americanas), disse nesta quinta-feira (22) que pode convocar seus colegas da região para uma para analisar a crise diplomática entre Venezuela e Colômbia.

Em declarações recolhidas pela Secretaria de Comunicação da Presidência, em Quito, Correa lamentou o rompimento das relações diplomáticas entre Caracas e Bogotá e lembrou que o governo venezuelano solicitou ainda nesta quarta a convocação de uma reunião extraordinária de chanceleres sul-americanos.

Esse pedido, com caráter "de emergência", pretende "denunciar as graves agressões" da Colômbia à Venezuela, segundo o comunicado enviado pelo Ministério das Relações Exteriores da Venezuela ao Equador. Correa garante que, como presidente temporário da Unasul, fará todos os esforços tentar resolver o conflito.

Isto terá que acontecer "o mais rápido possível, e podemos, obviamente, nesse espaço, atender à solicitação do presidente [venezuelano, Hugo] Chávez, para reunir- os presidentes da região, pelo menos da América do Sul, e tentar ver como intermediaremos e resolveremos este conflito, bastante lamentável", assinalou Correa.

Nesta quinta-feira, Chávez anunciou a ruptura das relações diplomáticas com a Colômbia. A Colômbia acusa o país vizinho de abrigar guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em seu território, posição que foi levada ao Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Até o momento, o governo de Uribe não se pronunciou oficialmente sobre a decisão de Chávez.

ACUSAÇÃO

Nesta quinta-feira, em sessão extraordinária da OEA (Organização dos Estados Americanos), a Colômbia exibiu fotos, vídeos e testemunhos que provariam a presença de ao menos 87 acampamentos e 1.500 guerrilheiros protegidos em solo venezuelano.

O embaixador da Colômbia no órgão, Luis Alfonso Hoyos, afirmou que os acampamentos não são novos "e continuam se consolidando".

"Não são [apenas] casas. São ao menos 87 estruturas completamente armadas em território venezuelano".

Em seu discurso, que também contou com fotos e imagens aéreas, Hoyos se concentrou nas informações sobre quatro localidades, que abrigariam os acampamentos nomeados Ernesto, Berta, Bolivariano e Jesus Santrich, situados 23 quilômetros para dentro do território venezuelano.

A Venezuela negou as acusações e alegou que as fotos aéreas mostradas como provas foram tiradas em território colombiano.

"Uma das imagens onde se mostra Pablito em uma suposta praia venezuelana, a cor da areia me faz pensar que é mais parecida com a praia de Santa Marta [na Colômbia], grata cidade porque foi onde morreu nosso libertador. Além disso, a cor do céu e das flores são muito parecidas e isso pode ser tanto na Colômbia quanto na Venezuela", defendeu o embaixador venezuelano na OEA, Roy Chaderton.

ALERTA E EXPULSÃO

Pouco depois da apresentação de Bogotá à OEA, o governo Chávez anunciou o rompimento e afirmou que diplomatas da nação vizinha terão 72 horas para deixarem o país. O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, confirmou que após este período a representação colombiana deverá ser fechada.

Já a decisão venezuelana de colocar as fronteiras em "alerta máximo" deve-se ao risco de que o Uribe, "movido por seu ódio contra a Venezuela", opte por uma ação militar contra Caracas, enfatizou Chávez.

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