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União Europeia anuncia sanções ainda mais rígidas contra o Irã

União Europeia anuncia sanções ainda mais rígidas contra o Irã

Atualizado: Terça-feira, 20 Julho de 2010 as 9:57

Após a aprovação de sanções da ONU, dos EUA e outras potências ocidentais, a União Europeia (UE) anunciou que deve aprovar punições ao Irã ainda mais duras do que as já aprovadas pelo bloco no mês passado.

Os chanceleres da UE devem oficializar as sanções adicionais contra a República Islâmica na semana que vem, tendo como foco principal limitar a capacidade de produção e comercialização de energia, indo na mesma direção das medidas aplicadas pelos EUA em junho e reforçando medidas da própria UE também já em vigor.

As punições visam coibir investimentos em petróleo e gás e reduzir a capacidade de refino e na área de gás natural do país, disseram diplomatas da UE.

O esboço de uma declaração preparado para uma reunião de chanceleres do bloco com sede em Bruxelas mostrou que eles devem oficializar uma decisão tomada pelos líderes da UE no dia 17 de junho para adotar mais sanções contra o programa nuclear de Teerã e pedir para que o país volte à mesa de negociações.

As medidas, que vão além das sanções adotadas pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) em 10 de junho, pressionam o Irã a retornar às negociações sobre suas atividades de enriquecimento de urânio, que o Ocidente suspeita ter o objetivo de construir armas atômicas. Teerã nega as acusações.

O documento afirma que as medidas foram adotadas "com uma visão de apoiar a resolução de todas as preocupações pendentes relacionadas ao desenvolvimento pelo Irã de tecnologia sensível em apoio ao seu programa nuclear e de mísseis, por meio de negociações".

As novas medidas da UE têm ainda como alvo o comércio, setor bancário e de seguros e transportes -- incluindo cargas navais e aéreas.

PUNIÇÕES JÁ EM VIGOR

Ainda no dia 17 de junho líderes da UE aprovaram um pacote de sanções unilaterais ao Irã, incluindo medidas que visam o bloqueio a investimentos europeus na indústria energética iraniana, de gás e petróleo, e buscam reduzir a capacidade produtiva destes setores no país, atingindo diretamente a economia da República Islâmica.

As sanções são consideravelmente mais rígidas do que as aplicadas pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 10 de junho, focadas em exercer pressão para conter o programa de enriquecimento de urânio, acusado pelo Ocidente de ter como objetivo a construção de armas atômicas, o que o Irã nega.

A versão final das sanções é ainda mais rígida do que diplomatas europeus haviam estimado e devem criar uma considerável pressão sobre a economia da República Islâmica, que é a quinta nação que mais exporta petróleo bruto no mundo, mas tem pouca capacidade de refinamento.

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