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União Europeia deve adotar sanções contra a Líbia, diz chefe da diplomacia

União Europeia deve adotar sanções contra a Líbia, diz chefe da diplomacia

Atualizado: Sexta-feira, 25 Fevereiro de 2011 as 11:20

Uma ofensiva diplomática internacional está em curso para impedir um banho de sangue na Líbia . A União Europeia (UE) estuda sanções para deter a violência no país, informou a chefe de política externa da organização, Catherine Ashton, nesta sexta-feira (25). Já a Otan, organização militar que reúne o EUA e os países europeis, se reúne nesta sexta para discutir a situação.

Ashton afirmou que as 27 nações do bloco aprovarão “o quanto antes” medidas restritivas contra a Líbia para forçar o regime do ditador Muammar Kadhafi a encerrar a repressão violenta contra as manifestações que jogaram o país no caos.     Antes de iniciar reunião através de videoconferência com ministros de Defesa da UE, em Budapeste, a diplomata disse que os responsáveis pela violência serão proibidos de viajar para o território comunitário e terão seus ativos congelados.

Durante esta semana, os Estados-membros já encarregaram seus especialistas em Bruxelas de estudar as possíveis medidas que podem ser adotadas contra as autoridades líbias. “É preciso colocar toda a pressão possível para deter a violência”, afirmou Ashton.     Fontes diplomáticas afirmaram que os países europeus estariam dispostos a adotar uma zona de exclusão aérea na Líbia para impedir os voos dos aviões militares líbios, se assim decidir a ONU, informaram fontes diplomáticas.

Otan

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, convocou nesta sexta uma reunião urgente da Aliança para debater a situação na Líbia, onde está em curso uma rebelião armada contra o regime de Kadhafi.

“Convoquei uma reunião de emergência do Conselho Atlântico para discutir a situação da Líbia”, afirmou Rasmussen no microblog Twitter. “A situação na Líbia é motivo de preocupação. A Otan pode atuar para facilitar e coordenar medidas, sempre e quando os estados membros quiserem”, acrescentou.

  França e Grã-Bretanha apresentaram ao conselho um projeto de resolução para impor um embargo de armas à Líbia, assim como um recurso à Corte Penal Internacional (CPI) para que o país responda por "crimes contra a humanidade", informou a chanceler francesa, Michèle Alliot-Marie.

"Há um projeto franco-britânico no qual pedimos que a resolução tenha a previsão de um embargo total de armas, assim como sanções, e de levar Muammar Kadhafi à CPI para que responda por crimes contra a humanidade", declarou a ministra.

No caso da Líbia, apenas o Conselho de Segurança das Nações Unidas pode recorrer à CPI.

Contas congeladas

O governo britânico deve imitar a Suíça e congelar em breve as contas bancárias de Kadhafi, e seu patrimônio imobiliário na Grã-Bretanha, avaliado em mais de 20 bilhões de euros, destaca nesta sexta-feira o jornal "The Telegraph".

Uma equipe do ministério das Finanças foi encarregada de elaborar a lista das diversas contas bancárias e bens de Kadhafi, incluindo uma propriedade avaliada em 11,6 milhões de euros, destaca o jornal.

"A prioridade é tirar os súditos britânicos da Líbia, mas depois estamos dispostos a agir sobre os bens de Kadhafi", disse um funcionário do governo ao jornal.

A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, denunciou nesta sexta  um crescimento "alarmante" da repressão à rebelião que ameaça o regime e pode ter deixado "milhares de mortos e feridos".    

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