MENU

União Europeia pede a Israel que não construa em Jerusalém Oriental

União Europeia pede a Israel que não construa em Jerusalém Oriental

Atualizado: Terça-feira, 9 Novembro de 2010 as 9:46

A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, fez um apelo nesta terça-feira (9) às autoridades israelenses para que recuem de sua decisão de construir novas casas no setor majoritariamente árabe de Jerusalém Oriental.

"Este plano (de construir 1.300 casas) contradiz os esforços da comunidade internacional para retomar as negociações diretas. Esta decisão deveria ser anulada", afirmou Ashton em um comunicado.

"As colônias são ilegais em virtude do direito internacional, constituem um obstáculo à paz e ameaçam transformar uma solução de dois Estados impossível", acrescentou.

Israel aprovou na segunda-feira a construção de 1.300 casas no setor de Jerusalém Oriental, decisão que causou "profunda decepção" nos Estados Unidos, onde está atualmente o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, em uma tentativa de retomar as conversações de paz no Oriente Médio, parada justamente por conta das obras nos assentamentos judaicos.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também criticou a autorização.A porta-voz do Ministério do Interior Efrat Orbach afirmou que os planos para a construção de cerca de 1.300 unidades residenciais para os judeus em dois bairros ocupados por Israel na guerra de 1967 foram tornados públicos, ultrapassando outro estágio nos procedimentos para a construção.

Ela afirmou que o público ainda poderá fazer objeções aos planos e que o início das obras poderá demorar bastante.

'Pode levar meses ou anos até que a construção possa de fato começar ou mesmo que as licitações para a construção sejam abertas', afirmou Orbach.

A notícia sobre os planos mais recentes surgiu pouco depois de Netanyahu se encontrar com o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, em paralelo a uma conferência judaica em Nova Orleans.

Quando Biden visitou Israel em março, o Ministério do Interior anunciou um plano de construir 1.600 residências para judeus numa área da Cisjordânia que os palestinos querem para um futuro Estado, levando tensão às relações entre Israel e EUA.

veja também